Unidade de Saúde Agenor de Campos, está com demora para marcar exames (Reprodução) Reclamações sobre a Unidade de Saúde da Família (Usafa) Agenor de Campos, em Mongaguá, Litoral de São Paulo, estão sendo feitas por pacientes, que alegam demora nas marcações de exames. A Tribuna conversou com um casal que enfrenta o problema. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A funcionária pública Maria Elizabete de Souza, de 56 anos, precisa realizar uma ultrassonografia abdominal total. Ela alega que já está na fila há mais de dois anos esperando ser chamada para marcar o exame. “Eu já entreguei o encaminhamento na unidade de saúde. Sinto um completo abandono e desrespeito não só comigo, como com toda a população", disse. Ela afirma que, quando vai ao local cobrar a marcação do exame, recebe a informação de que a demanda na unidade é muito alta, não havendo espaço livre na agenda. “(É um) Desespero, porque se faço logo o exame, já fico sabendo o que tenho para poder tratar”, desabafou. A paciente explica que sente muitas dores no corpo, pois luta contra pedras nos rins e gordura no fígado, e que o quadro de saúde vem se agravando por conta da demora. O marido dela também sofre a mesma espera na fila para a marcação do exame. Geraldo José da Silva tem 68 anos, é aposentado e também levou o encaminhamento na unidade de saúde para marcar exame de cintilografia, porque depois terá que fazer um transplante no coração. “Se meu marido não fizer o exame, ele pode morrer. Ele precisa ver a quantidade de sangue que corre nas veias que o exame mostra, para realizar o transplante”, disse Maria. Posicionamento A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Mongaguá, que respondeu No caso de Maria, a Prefeitura diz que ela realizou o exame de ultrassonografia abdominal total em 2022 e foi feito um novo pedido em 2023, após nova consulta. Porém, segundo a Prefeitura, o pedido passou na comissão de regulação e foi constatado que o mesmo não se enquadrava nos protocolos de encaminhamentos. A guia, portanto, retornou para o posto de saúde de origem para uma reavaliação clínica. No caso de Geraldo, por conta da alta complexidade do exame, é solicitado o apoio do Governo do Estado, pois o município não realiza o exame. "O DRS-IV, órgão interlocutor regional, informou não haver, neste momento, referência para atendimento. A guia está em posse da Central de Regulação de Vagas do município, que continua fazendo busca ativa no sistema estadual. Assim que surgir uma vaga, o paciente será informado, respeitando a fila de espera para o procedimento", afirma a Prefeitura.