[[legacy_image_326849]] No dia 30 de dezembro, A Tribuna publicou uma matéria em que mostrava o registro de um motorista de ônibus da linha municipal de Mongaguá, no Litoral de São Paulo, dirigindo enquanto falava ao celular. O motorista, Genilson Júnior da Silva, de 29 anos, foi demitido pela empresa Ação Turismo, que administra a frota na Cidade. Ele procurou a reportagem para dar sua versão sobre o ocorrido. Já a empresa afirma, em nota, que o funcionário teve outras advertências pelo mesmo motivo. (Confira ao final da matéria) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O motorista, agora desempregado, relatou que a esposa está grávida de oito meses e, no momento do ocorrido, teria recebido uma ligação dela. Ele alega que, quando viu que era a mulher entrando em contato, resolveu atender, pois achou que se tratava de algo urgente. “Eu atendi e ela me disse que estava passando mal, com dores, e pedi para a mãe dela levá-la para a maternidade. Mas, assim que eu comecei a falar com a minha esposa, segundos depois, parei o ônibus para conversar melhor e não colocar ninguém em risco, mas essa parte não foi registrada pelo vídeo”, conta. Sobre a alegação da testemunha, que diz que Genilson teria freado bruscamente, e quase derrubado uma idosa, ele nega a acusação e diz que isso nunca aconteceu. Ele afirma que a pessoa que fez o registro teria discutido com ele anteriormente, pois queria passar a catraca alegando que era idoso, mas não quis mostrar um documento de identificação. Diante da situação, Genilson teria impedido que a pessoa embarcasse sem pagar e causado o desentendimento. Após uma das passageiras pagar a passagem da testemunha citada, ele teria se sentado atrás do motorista. Genilson alega que o registro foi feito por vingança. Passado dois dias do ocorrido, Genilson diz ter sido surpreendido com um pedido para que comparecesse ao setor de RH da empresa, onde trabalhou por mais de um ano. Lá ele conta que foi demitido por justa causa, mas que não foi informado do motivo e nem lhe foi dado o direito a uma explicação. Genilson admite que não deveria ter atendido o celular enquanto dirigia, mas se defende dizendo que só fez isso pois se tratava de uma situação de urgência. Agora sem emprego, ele diz que está apreensivo, pois está com o primeiro filho a caminho e ele era o único provedor de recursos em casa. Outro ladoEm nota, a Ação Turismo disse que a dispensa ocorreu devido a reincidência em uso de celular enquanto estava dirigindo. A empresa ressaltou que o motorista foi advertido anteriormente e já foi notificado em uma outra ocasião pela fiscalização. Além disso, a empresa diz que foi notificada por parte dos órgãos responsáveis pelo Departamento de Trânsito da Prefeitura. A viação reitera que Genilson possui outras advertências por desobedecer as normas da empresa, portanto "tal relato de que estava ao celular em uma única ocasião, não procede, e por isso, o problema ficou irreversível".