[[legacy_image_290683]] Uma reclamação e um inchaço estranho na barriga ‘do dia para noite’ mudou a vida de uma pequena moradora de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Ester Lelis, de 5 anos, foi diagnostica em maio deste ano com um câncer na bexiga, na época, ela tinha apenas quatro anos de idade. Apesar das dificuldades enfrentadas com tão pouca idade, a família da criança diz que a pequena menina tem uma força e uma fé inabaláveis. “Ela conta que Jesus já curou ela”, afirma o pai. HistóricoDe acordo com seus pais, Diane e André Souza, a menina sempre foi saudável e não apresentava sinais da doença, até o dia 19 de maio. Naquele dia, uma sexta-feira, ao levá-la ao médico, acharam que seria um problema no apêndice, mas tudo mudou quando os profissionais encontraram uma massa estranha na bexiga da menina durante uma tomografia. “Internaram ela e conseguiram uma vaga para cirurgia no domingo. No dia, dois cirurgiões realizaram o procedimento. Eles retiraram a massa e um centímetro da bexiga dela”, conta o pai, que até então, não sabia que a doença era um tumor maligno. A menina permaneceu internada, e a massa retirada foi encaminhada para a biópsia. De acordo com André, a médica, após a cirurgia, veio até a família e disse que, mesmo sem ser especialista em biopsia, pela experiência que ela tinha, achava que o que havia tirado de Ester não era ‘um bom sinal’. A suspeita foi confirmada depois de 20 dias. “O nosso mundo desabou. Porque preferimos mil vezes que isso acontecesse com a gente, do que com nossos filhos. Nós fomos até o hospital sem preparação nenhuma, para ver a dor de barriga e descobrimos o câncer. Nosso mundo desabou ”, explica André Após o diagnóstico, o tratamento iniciou-se. A princípio seria apenas realizada uma radioterapia local. Durante os dias seguintes, a menina passou por uma série de exames para ver se o câncer não havia se espalhado pelo corpo. “Só que neste período, dois meses depois da cirurgia, eu comecei a perceber que a barriga da Ester ficou inchada (de novo)”, relembra o pai. De imediato, os pais levaram a menina ao médico, e em outra tomografia foi constatado a doença na bexiga havia voltado. Porém que não poderiam operá-la, pois ela já havia passado por uma cirurgia recente. A triste surpresa ocorreu quando os exames constataram que o câncer havia se espalhado. Ester agora também lutava contra um câncer no pulmão. [[legacy_image_290684]] SuperaçãoTrês meses após o diagnóstico, André diz que não está sendo fácil, mas que quem passa mais força para ele e a esposa, é a filha primogênita, Ester. Evangélicos da igreja Assembleia de Deus, a família diz que a fé da menina é muito grande. “E ela passa essa fé para gente. Ela fala que Jesus já curou ela. É nossa força”. André ainda conta que agora com o diagnóstico e o tratamento ao lado da fé, creem que as coisas vão melhorar. “Tem muita gente nos ajudando”. Apesar das dificuldades e dos altos e baixos, a menina tem conseguido se reerguer aos poucos. Com todos os cuidados necessários, ama brincar com o irmão mais novo, chamado Noah, e com sua priminha, que é a amiga mais próxima. [[legacy_image_290685]] TratamentoApós o diagnóstico, Ester foi encaminhada para a quimioterapia em Santos e em outubro começará a fazer radioterapia em São Paulo, uma vez que na região não tem esse tipo de tratamento para crianças. Para custear os gastos, a família tem mobilizado uma ‘vaquinha online’ para ajudar os moradores de Itanhaém, que fazem as viagens até Santos e, em breve, até a Capital para realizar o tratamento da criança.