Melhorias são discutidas na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (Walter Mello/ Arquivo AT) A Prefeitura de Mongaguá, no litoral de São Paulo, rejeitou a proposta inicial de cronograma apresentada pela Concessionária Novo Litoral (CNL) para a execução das obras nas marginais da cidade da Baixada Santista, em decorrência das melhorias na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega. A questão foi discutida em reunião realizada na terça-feira (16), no Paço Municipal, que contou com a presença de representantes da empresa, da prefeita Cristina Wiazowski (Progressistas) e de sua equipe técnica. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Durante a reunião, a concessionária apresentou o primeiro conjunto de obras previsto para os próximos dias nos municípios de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. Em Mongaguá, o plano previa o início das intervenções na Rua Tiradentes, na divisa com Itanhaém, no sentido Praia Grande. Após avaliar a proposta, a prefeita se posicionou contra o projeto apresentado. Segundo ela, a intervenção poderia gerar impactos relevantes em uma área predominantemente residencial, que não conta com infraestrutura adequada para receber o aumento do tráfego de veículos de grande porte. Entre os principais pontos questionados pela Administração Municipal está a previsão de manutenção do pavimento em bloquetes após a recuperação da via. De acordo com a equipe técnica da Prefeitura, esse tipo de estrutura não seria suficiente para suportar o volume de caminhões, ônibus e demais veículos que deverão circular pela marginal. “Precisamos pensar no transtorno que vai causar na Rua Tiradentes. Temos uma via estritamente residencial, com baixo fluxo de trânsito. Para que ela funcione como marginal da rodovia é preciso mudar de bloquete para manta asfáltica, com reforço na base”, afirma a prefeita, em nota. Durante a reunião, a concessionária apresentou o primeiro conjunto de obras previsto para os próximos dias nos municípios de Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe (Divulgação / Prefeitura de Mongaguá) A Administração Municipal poderá encaminhar a demanda ao Governo do Estado em busca de alternativas que assegurem "melhorias adequadas na infraestrutura viária". “Não podemos jogar esse trânsito todo para uma rua sem a estrutura para suportar essa mudança. Depois de pronta a obra, o ônus fica para a Prefeitura. Estamos solicitando que seja feita a estruturação da via e colocado asfalto em toda a extensão”, declarou. A questão também deverá ser analisada por instâncias superiores da concessionária. Participaram da reunião representantes de diferentes setores da CNL, incluindo as áreas de Relações Institucionais, Operações, Implantação e Comunicação. Pela Prefeitura de Mongaguá, além da prefeita, estiveram presentes integrantes das secretarias de Governo, Obras Públicas, Agricultura e Meio Ambiente, além de representantes das áreas de Planejamento e Serviços Externos e Zeladoria.