IPAT: governante tem 48,5% de reprovação e 46,1% de aprovação (Prefeitura de Peruíbe/Divulgação) Perto de fazer oito anos de gestão e após duas eleições fortemente disputadas, o prefeito de Peruíbe, Luiz Maurício (PSD), se aproxima do fim de seu período de governo com equilíbrio nas avaliações feitas por entrevistados pelo Instituto de PesquisasA Tribuna (IPAT). A divisão se manifestou desta forma: para 34,2%, o chefe do Executivo faz uma administração ótima (para 12,4%) ou boa (21,8%); na opinião de 32,8%, é regular, e 30,3% a consideraram ruim (11,9%) ou péssima (18,4%). Não souberam responder 2,7%. De modo mais definitivo — ao se perguntar ao eleitor se aprova ou desaprova o governo —, houve empate técnico, com 48,5% de entrevistados reprovando a gestão, 46,1% a aprovando e 5,4% sem saber dizer o que acham. A desaprovação foi maior à medida que os consultados eram mais velhos, com 54,5% entre os de 45 a 59 anos e 53,1% entre os de 60 anos ou mais. A rejeição também atingiu índices mais altos entre cidadãos sem renda (52,9%) ou com ganho individual de até dois salários mínimos (R\$ 2.824,00, com 52,3%). Quanto à aprovação de Luiz Maurício, foi mais alta dos 16 aos 24 anos (52,3%) e entre os que declararam renda individual acima de cinco mínimos (64,3%). Força eleitoral Ao se testar o prefeito como cabo eleitoral, 42% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado por ele. Outros 29,6% poderiam votar, dependendo do concorrente, 27% o fariam com certeza e 1,4% disse não saber. Dos outros políticos citados como possíveis apoiadores, apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve maior rejeição nesse quesito: 53,2% jamais votariam em um indicado por ele. Quando o eventual apoiador é o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), 37,1% nunca votariam em quem ele apoiasse. Do contrário, ao se perguntar o mesmo sobre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi de 37,1% o índice dos que votariam com certeza em quem apoiasse, ante 34,5% que poderiam fazê-lo, a depender do candidato, 24,6% que não votariam de jeito nenhum e 3,8% de eleitores que declararam não saber responder. Registro O IPAT ouviu 629 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, no dia 20. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-06141/2024. Nível de confiança: 95%. Mais dados Ao pensar na gestão do prefeito Luiz Maurício, 30,5% dos entrevistados disseram que o sucessor dele deve mudar apenas algumas coisas; 30,4% julgaram preciso mudar tudo o que foi feito. Outros 20,2% defenderam manter boa parte do que se realizou; para 17,8%, deveria manter tudo o que se fez, e 1,1% não soube responder à pergunta. Dos eleitores, 53,1% eram mulheres, e 46,9%, homens; 10,3% tinham de 16 a 24 anos; 18,6%, de 25 a 34 anos; 20,4%, de 35 a 44; 28%, entre 45 e 59 anos, e 22,7%, 60 anos ou mais. Do total, 55,6% declararam renda individual de até dois salários mínimos (R\$ 2.824,00); 18,9%, de dois a três; 11,3%, de três a cinco; 4,5%, mais de cinco; 2,7%, sem renda; 7% não informaram. Dos eleitores ouvidos pelo IPAT, 54,4% tinham Ensino Médio completo e incompleto; 23%, Fundamental completo e incompleto; 21,6%, Superior completo e incompleto; 0,5% era analfabeto, e 0,5% não informou sua escolaridade. Um terço dos consultados (33,1%) disse já ter recebido vídeos ou textos nas redes sociais com informações sobre possíveis candidatos a prefeito de Peruíbe. Deles, 22,1% passaram o material adiante sem conferir a veracidade. Evangélicos foram o segmento de eleitores mais representativo na pesquisa, com 39,1%. A seguir, católicos, com 36,2%. Comentário Disputa acirrada em Peruíbe Apesar da vantagem numérica favorável ao candidato Felipe Bernardo, a disputa pela Prefeitura de Peruíbe apresenta cenário de empate técnico entre ele e Gilson Bargieri, considerada a margem de erro da pesquisa IPAT (quatro pontos percentuais) realizada em 20 de setembro último. Na realidade, o quadro é de empate entre Felipe (com 33,5% na pesquisa estimulada) e Gilson (com 27,5%), e também de empate técnico no segundo lugar, com o candidato Emer marcando 20,2%, embora bem no limite da margem de erro. Como pano de fundo da corrida eleitoral deve ser observado o desempenho do atual prefeito Luiz Maurício, que apoia Felipe Bernardo. A população de Peruíbe está dividida a respeito: os índices de aprovação e desaprovação do atual governo são praticamente iguais. O eleitorado se divide em três partes equivalentes: 34,2% consideram-no ótimo ou bom, 32,8% regular e 30,3% ruim ou péssimo. Não é um resultado excelente, mas que não desclassifica Luiz Maurício como apoiador. Os cruzamentos revelam que Felipe se sai melhor entre os homens, Gilson entre as mulheres. No quesito renda, Felipe se destaca entre aqueles de maior renda, Gilson entre os de renda menor; enquanto os de maior escolaridade se inclinam para Felipe, os de menor para Gilson. Há empate entre os dois no segmento evangélico, mas Felipe está à frente entre os católicos. A eleição em Peruíbe segue aberta. Os três principais candidatos — Felipe, Gilson e Emer — têm chances e a decisão se dará na reta final da campanha. Alcindo Gonçalves. Engenheiro, cientista político, professor da Universidade Católica de Santos e responsável pela metodologia e RI do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT).