[[legacy_image_236595]] O Hospital de Peruíbe tem previsão de entrega para 2024. Enquanto as obras caminham dentro do cronograma, o prefeito Luiz Maurício (PSDB), em seu segundo mandato, tem no horizonte outra preocupação: a de que o Estado assuma o custeio do hospital. Também espera a estadualização do Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Pleitos pela duplicação da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega também estão no radar, aproveitando a mudança no Governo do Estado. Leia trechos da entrevista que concedeu para A Tribuna. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No balanço do final de 2021, o senhor destacava a ideia de começar as obras do hospital no primeiro semestre do ano passado. Qual a situação da obra?A obra foi retomada, depois de firmarmos o convênio com o Governo do Estado, em junho de 2022. Teve a presença do então governador, Rodrigo Garcia (PSDB). Ela segue o cronograma. Está, até, um pouco à frente do cronograma inicial. Temos uma média de 50 a 60 trabalhadores por dia e a expectativa de entrega da obra no meio do ano de 2024. Como será essa obra?São 58 leitos no prédio. A gente tem um encaminhamento com a Secretaria de Saúde do Estado a respeito de como ele funcionaria, questão de custeio. Agora, assumindo a nova equipe do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), (trabalharemos) para que a gente retome essa tratativa. A ideia nossa é que o Estado assuma o custeio do hospital, como é feito no Regional de Itanhaém e em outros da região. E como estão as conversas com o novo governador?A gente sabe que, quando finaliza o processo eleitoral, há uma demanda de coisas que vão acontecendo, que não dá tempo de fazer muita coisa. Eu dei esse tempo ao governador eleito para que ele pudesse descansar com sua equipe. A gente tem muitos convênios em andamento com o Estado, sob compromisso do governador em mantê-los. Mas há algumas demandas que estavam encaminhadas e que a gente pretende avançar. E quais são? Investimentos na área de infraestrutura, na questão de drenagem, para que a gente possa combater os efeitos das enchentes, como também pavimentação e calçamento em alguns bairros. Paralelamente à construção do prédio (do hospital), é preciso ver de que forma ele vai funcionar, A partir da hora que finalizar a obra. uma pauta antiga é a estadualização do AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Quando ele foi construído, o Município assumiu, naquela época, o seu custeio. A gente vem, a todo momento, em tratativas para que seja estadualizado esse AME. Tem um parecer favorável do DRS (Departamento Regional de Saúde do Estado), estava bem encaminhado. Mas a gente vai retomar essa pauta. E quanto ao aumento da representatividade da região na Câmara e na Assembleia Legislativa: o que isso significa para Peruíbe?A gente fortalece a região, com deputados novos que vão assumir a cadeira tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia com muita vontade, muita energia. Me dou bem com todos eles. A região sai fortalecida. O turismo é um elemento importante na economia da Cidade. Como vem lidando com esse segmento?Temos feito investimentos fortes. Eles vão na questão de revitalização de pontos, como o Parque Turístico, que fica na orla da praia. Estamos no final da obra, onde estão investidos mais de R\$ 5 milhões, tornando-se um novo ambiente. A orla do Ruínas também, outros R\$ 5 milhões investidos lá. Vamos começar no primeiro trimestre. O Espaço Chico Latim é outro espaço nessa revitalização. E, entre abril e maio, todo o Mercado de Peixes. São os principais pontos turísticos da Cidade que contam com investimentos. A gente tem uma programação durante todo o ano para turismo, esportes e cultura. Sempre falo que precisamos pensar de uma maneira metropolitana com relação a esse tema, porque a gente tem uma sintonia boa com outros municípios. Como Peruíbe vê o processo de metropolização na prática? O que é necessário para que ele seja mais bem desenvolvido?Eu já presidi o Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista), e esse cenário não é novo (de participação de membros de segundo e terceiro escalões nas discussões do órgão). Os prefeitos têm uma agenda atribulada, e a gente acaba, muitas vezes, não conseguindo participar pessoalmente da reunião. Mas isso não significa que os prefeitos não estejam conversando a todo momento, colocando pautas regionais em tratativas, mesmo que não seja numa reunião formal do órgão. Tenho excelente relação com os outros prefeitos da região, converso com eles, seja por WhatsApp, telefone ou pessoalmente. Há integração das pautas comuns, como segurança, saúde e investimentos em mobilidade. No caso da duplicação da Padre Manuel da Nóbrega, como está essa demanda?É importante para a região toda. Essa duplicação é vista como uma das principais para desenvolver toda a região, com impacto na economia, no desenvolvimento, na geração de empregos. Teve uma polêmica com o projeto, com relação ao novo pedágio, e acabou sendo retirada de pauta. A gente vai pleitear ao governador que seja retomada. No balanço de 2021, o senhor falou do projeto Peruíbe Negócios, que visava a estimular investimentos e geração de empregos. Como pode ser avaliada essa iniciativa?O Peruíbe Negócios saiu, ainda na campanha de reeleição, como uma forma de retomada pós-pandemia. E temos notado um grande desenvolvimento. A iniciativa privada trazendo cursos, capacitando as pessoas. Temos também a revisão de dois planos de desenvolvimento. O Plano Diretor está na Câmara para ser votado, e a gente está em andamento com a revisão do Código de Obras. E quanto ao Centro de Educação Integral, que tinha previsão para finalização das obras no final de 2022?O Centro Educacional Parque da Cidade está com obras em andamento, com previsão de entrega no meio de 2023. É um novo conceito de educação, com a unidade escolar e todo o complexo de esporte e cultura, para usar no contraturno por toda a rede municipal, e no final de semana para a sociedade, por meio de projetos. Alguma obra ficou pendente nos primeiros dois anos deste mandato, mas está nos planos para o segundo biênio?Tem algumas coisas que acabam nos frustrando e não conseguimos o objetivo, assim como outras tantas que surpreendem a gente, ficam no radar. Tivemos as quatro contas do primeiro mandato aprovadas, e já tem parecer (favorável) nas duas (deste mandato) nesse sentido. A Prefeitura tem o nome limpo, com o maior pacote de obras públicas da história da Cidade.