[[legacy_image_221802]] Mais de 300 embalagens de origem internacional foram encontradas em diversas praias do litoral sul, principalmente em Peruíbe, entre os meses de maio e outubro deste ano. O levantamento foi feito pela ONG Ecologia e Movimento (Ecomov). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o presidente da ONG, Rodrigo Azambuja, cerca de 60% do material encontrado é de origem chinesa, 20% da Malásia e os demais vêm de países como Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Rússia, Espanha, entre outros. “Encontramos desde embalagens alimentares, aparelhos de informática, cosméticos, produtos de higiene pessoal e aerossóis”, explica o presidente. Azambuja também comenta que, desde 2019, a ONG encontra insumos para o uso de pesca como o Metabissulfito, um produto altamente cancerígeno, além de aerossóis, selantes e outros produtos tóxicos e contaminantes. O ambientalista e colaborador da ONG, Amilton Pedroso de Aguiar, conta que já recolheu mais de 100 recipientes de lixo internacional neste ano entre Peruíbe e Iguape. “Encontro todo tipo de lixo, desde garrafas a embalagens de shampoo e amaciante de roupas”, comentou. Já o monitor ambiental e pescador Gilmar Rodrigues, que ajuda a ONG desde 2019 recolhendo lixos em Peruíbe, explica que dependendo da posição do vento, a maré traz mais lixo à orla. Atualmente ele acumula mais de 12 sacos cheios em casa. Uma das mais recentes descobertas da ONG foram embalagens com água para uso emergencial em Peruíbe, encontradas por Gilmar Segundo Azambuja, os resíduos foram fabricados nos Estados Unidos e possuem o aval da Guarda Costeira canadense e americana. Segundo a ONG, todo o material recolhido foi destinado para a coleta seletiva das cidades. Vencidas desde novembro de 2021, as embalagens teriam sido registradas em uma embarcação Russa. [[legacy_image_221803]] MINISTÉRIO PÚBLICO Junto a outras entidades da região, a Ecomov abriu, em 2019, um Inquérito Civil junto ao Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público (MP). A petição originou um estudo aprofundado pelo corpo técnico do MP que correlaciona os dados levantados pela organização e busca criar uma norma ou legislação que obriga a contratação de serviços nos portos de Santos e São Sebastião, obrigando as empresas a prestarem contas sobre seus resíduos. Algumas empresas que realizam as limpezas dos navios foram convocadas pela promotoria em abril deste ano. “Desde 2019, os dados aumentaram cerca de 300% ao ano. Nós queremos que as empresas parem de descartar o lixo de forma irregular”, finalizou o presidente.