[[legacy_image_167165]] Um estudante de fisioterapia flagrou na segunda-feira (4) o momento exato em que um raio considerado raro clareia o céu de Itanhaém. A imagem foi publicada nas redes sociais e impressionou internautas. Henrique Nogueira, de 21 anos, fez um vídeo em câmera lenta da descarga elétrica. “Comemorei bastante”, destaca. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao analisar o vídeo do jovem, a meteorologista da Ampere Consultoria, Heloisa Pereira, explicou para A Tribuna que aparentemente trata-se de um raio inter-nuvens, fenômeno mais raro que acontece quando a descarga não tem contato com o chão. “Inter-nuvens é de uma nuvem para outra. O mais comum é o nuvem-solo”, explica, referindo-se aos raios que atingem o solo. Ela diz que o fenômeno gravado por Henrique oferece menos perigo à população no dia a dia, mas pode trazer riscos para aeronaves. O raio foi flagrado exatamente às 21h13, quando o morador de Itanhaém estava saindo do trabalho. “Estava chovendo muito e caindo lindos raios”, relata o jovem, dizendo que teve a ideia de colocar o celular do lado de fora da janela do carro e gravar em câmera lenta enquanto passava pela ponte da região da Boca da Barra. “Quando eu estava perto de desistir, próximo de onde o mar encontra o rio, um lindo raio me surpreendeu”, explica o auxiliar técnico de vôlei, que resolveu compartilhar o flagrante nas redes sociais. [[legacy_youtube_D_uf10LQxGg]] Baixada SantistaO meteorologista da Defesa Civil de Santos, Franco Cassol, explica que o Brasil é o país em que mais caem raios no mundo, pois fica na região tropical do globo terrestre, onde ocorrem mais tempestades. “A Baixada Santista é uma região com índice de chuva muito alto. Por chover mais, a gente deduz que seja uma região mais vulnerável para ocorrência de tempestade, por isso, se deduz que cai mais raio também, porque a incidência de raios está diretamente ligada à formação de nuvens de tempestade”. Cassol explica que a região registra uma média de 2,5 mil mm de chuva por ano. “É um número que se compara a alguns pontos da região amazônica, que é a região que mais chove no Brasil. Não tem índices assim em nenhum lugar do país”, finaliza.