A Ilha da Queimada Grande fica entre as cidades de Itanhaém e Peruíbe, a 36 quilômetros da costa, no litoral de São Paulo (Divulgação/ Prefeitura de Itanhaém) A placa propriamente dita não existe, mas as condições indicam claramente: a Ilha da Queimada Grande, no litoral de São Paulo, não admite a presença de humanos. As cobras da espécie Bothrops insularis, conhecidas como jararacas-ilhoas, dominam o ambiente, localizado entre as cidades de Itanhaém e Peruíbe, na Baixada Santista, a 36 quilômetros da costa. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Sem praias e com apenas costões rochosos, é a segunda ilha do planeta com a maior concentração da serpente por metro quadrado, perdendo apenas para a Ilha de Shedao, na China. Não à toa também é apelidada de Ilha das Cobras. Essas serpentes são parentes das jararacas-continentais e não são encontradas em outra parte do mundo. Elas são donas de um veneno de 12 a 20 vezes mais forte, o que engrossa os argumentos a favor da ausência humana na ilha. E ainda por cima - sem trocadilho - vive em árvores, única espécie do Brasil com essa condição. Outra cobra presente, porém em menor quantidade, é a Dormideira (Dipsas mikanii). A população dela fica entre 20 mil a 25 mil serpentes, levando em conta as duas espécies do réptil. Na água, há uma grande variedade de animais, como barracudas, peixes-frade, peixes-voadores, raias e tartarugas. Há também destroços de navios naufragados: o cargueiro Tocantis, o navio mercante Rio Negro e o navio Araponga. Motivo do nome A Ilha da Queimada Grande é classificada como uma Unidade de Conservação Federal - desde 1985 - e encontra-se sob gestão do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Até o século 19, ela era inabitada, mas isso mudou durante algum tempo, originando o nome da ilha. O motivo é que, entre esse período e o início do século 20, a Marinha do Brasil implantou um farol de balizamento marítimo no local. Para espantar as serpentes que já viviam na ilha, ateava-se fogo na mata, prática feita por moradores da região, pescadores e pela própria Marinha. O adjetivo veio em razão de o fogo ser visto do continente. O farol foi automatizado em 1918 - os encarregados de manutenção foram atacados pelas serpentes e tiveram de ir embora. Desde então, ninguém mais morou lá. Apenas as cobras.