O acesso à ilha limita-se a pesquisadores ( Pixabay) Localizada entre Itanhaém e Peruíbe, a Ilha da Queimada, mais conhecida como ‘Ilha das Cobras’ é denominada assim por estar infestada pelas cobras mais venosas do mundo. As autoridades brasileiras decidiram proibir a entrada de visitantes a fim de proteger as pessoas e as espécies ameaçadas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A área abrange aproximadamente 430 mil metros quadrados de solo rochoso, sem praias de areia e sem fontes de água doce. Apesar de fazer parte da Área de Proteção Ambiental de Cananéia-Iguape-Peruíbe, a Ilha se destaca por uma característica única: é reconhecida como a segunda ilha com a maior densidade populacional de cobras no planeta, ficando atrás apenas da Ilha de Shedao, na China. Pelas condições que a Ilha apresenta, o acesso limita-se a pesquisadores. Mas, no passado, pessoas já moraram na região. Conforme estudos do Instituto Butantan, no final do século XIX, a Marinha do Brasil estabeleceu um farol na ilha, cuja manutenção era feita por faroleiros que moravam na região. Em 1911, o faroleiro Antônio Esperidião da Silva foi responsável por enviar amostras da jararaca-ilhoa para o Butantan, iniciando as pesquisas sobre essa espécie. No entanto, em 1925, quatorze anos depois, os faroleiros foram removidos da Ilha e o farol foi automatizado. Marinha incendiou O nome ‘Queimada Grande’ não é acidental, pois a própria Marinha incendiou a Ilha várias vezes devido ao receio, pela quantidade de serpentes na ilha. Essa prática ocorreu por séculos na tentativa de controlar a superpopulação de cobras. As queimadas eram intensas e frequentemente podiam ser vistas do continente.