[[legacy_image_342525]] O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou Cristiane Forssel Ferrara Fomin, a Cris Forssell (Podemos), empresária e ex-candidata à Prefeitura de Itanhaém em 2020, a mais de 7 anos de prisão, em regime fechado, por envolvimento em um esquema criminoso envolvendo empresas do setor de confecção de uniformes e de fornecimento de material escolar que teria causado prejuízos milionários aos cofres públicos. Ela e outras 13 pessoas foram sentenciadas pela 1ª Vara da Comarca de Orlândia, no interior de São Paulo, onde transcorreram as investigações. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A ação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi baseada na Operação Dólos, deflagrada após a Operação Loki, em Orlândia, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em setembro de 2019. Uma série de ramificações foram descobertas, levando as investigações até Itanhaém e Praia Grande, Litoral de São Paulo. Por meio de quebra de sigilo de e-mails e apreensões de celulares, computadores e documentos, as investigações identificaram um esquema de fraude em licitações de empresas dos setores de confecção de uniformes e de fornecimento de material escolar. De acordo com o MP-SP, os contratos envolveriam mais de R\$ 40 milhões. Durante as investigações, 24 testemunhas foram ouvidas, além dos 14 envolvidos. De acordo com a decisão do juiz responsável pelo caso, a organização criminosa foi responsável por um grande prejuízo aos cofres públicos tanto no interior quanto no litoral do Estado. Cris Forssel recebeu dois agravantes que definiram a pena de 7 anos, um mês e dez dias de prisão, em regime fechado. O primeiro deles aponta a empresária como membro do núcleo de comando da organização criminosa. Já o segundo, é pela utilização de um funcionário público durante o esquema fraudulento. Apesar da condenação, os 14 acusados ainda poderão recorrer da decisão. Procurada, Cris Forssel enviou um vídeo à TV Tribuna, afirmando ser pré-candidata à Prefeitura de Itanhaém e que irá recorrer à Justiça. (confira o vídeo mais abaixo) “Mais uma vez, sou surpreendida. Faltando seis meses para as eleições, curiosamente um documento sigiloso foi enviado à imprensa por meus adversários antes mesmo de eu receber qualquer notificação oficial. Recebi com indignação essa sentença. Vou recorrer e reformá-la no tribunal. Porque a prova produzida na ação penal não revela o conteúdo da sentença. Estou aqui para agradecer a cada um que me mandou mensagem de apoio. Continuo pré-candidata e até o fim, vou mais forte do que nunca. Tranquilize o seu coração, porque o meu coração e a minha consciência estão em paz.”