Na Cidade, há cerca de 60 pequenos produtores, que preservam tradições e movimentam a economia (Vanessa Rodrigues/AT) Turismo, porto e retroporto, indústria petroquímica, serviços. Essas são algumas das atividades econômicas da Baixada Santista que todos conhecem e sobre as quais há bastante divulgação, mas o que poucos sabem é que a agricultura também está presente e representa o sustento de centenas de famílias e a refeição de milhares de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Especialmente no Litoral Sul, brota uma agricultura que vai além de sustentar mesas: ela preserva tradições, gera empregos e movimenta a economia local. Em meio a desafios como acesso a crédito e melhorias tecnológicas, pequenos agricultores reinventam o que significa cultivar o futuro. Em Itanhaém, há cerca de 60 pequenos agricultores, que têm 80% de sua produção vendida para o Banco de Alimentos do Município, servindo aos programas de merenda escolar e também famílias atendidas por entidades beneficentes. Reconhecimento Os trabalhos desenvolvidos na agricultura familiar de Itanhaém já renderam premiações importantes: Prefeito Empreendedor Sebrae, em 2014; o Prêmio Mário Covas, em 2015; e o Prêmio Josué de Castro, em 2017. Única representante da Baixada Santista, Itanhaém ficou, no ano passado, entre os dez municípios vencedores que fazem parte de um grupo de 258 prefeituras credenciadas no Sistema Estadual Integrado de Agricultura e Abastecimento. O Município se destacou em dez critérios técnicos: estrutura institucional, infraestrutura rural, produção, distribuição e consumo sustentável, defesa agropecuária, abastecimento e segurança alimentar, fortalecimento social do campo, solo e água, biodiversidade, resiliência e adaptação às mudanças climáticas e interação campo-cidade. Alimento na mesa Paulo Pantel, técnico em Agropecuária da Prefeitura de Itanhaém, explica que há regras claras para ser classificado como agricultor familiar, entre elas, ter no máximo dois funcionários trabalhando além da própria família, uma propriedade não superior a 4 hectares (40 mil metros quadrados) e a maior parte da renda proveniente dessa atividade. Toda a produção desses agricultores familiares é adquirida pelo Banco de Alimentos do Município (Vanessa Rodrigues/AT) Karina Moura dos Santos, diretora do Banco de Alimentos do Município, destaca a importância dos alimentos produzidos pelos pequenos agricultores de Itanhaém. “São 78 escolas, cerca de 40 mil refeições/dia, aproximadamente 24 mil crianças matriculadas”, diz. Além disso, o Banco de Alimentos também recebe produtos doados por supermercados e lojas de hortifrútis. “São frutas, legumes e verduras que, por estarem um pouco maduros demais, acabam não sendo comercializados, mas servem para o consumo das famílias”. No total, 46 entidades (organizações sociais e igrejas) se abastecem desses produtos para servirem refeições a mais de duas mil famílias em situação de vulnerabilidade social. No total, 46 entidades se abastecem no Banco para servir refeições a mais de duas mil famílias (Vanessa Rodrigues/AT)