Cobra foi achada no quintal de uma casa de Mongaguá e morta por um pedreiro (Arquivo pessoal) Uma cobra apareceu no quintal de uma casa em Mongaguá, no litoral de São Paulo, na tarde desta quarta-feira (11). A moradora do imóvel contou que a serpente foi morta por um pedreiro que trabalhava no local. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A cobra foi achada em uma casa localizada na Rua do Sol, por volta das 16h40. Tatiana Aparecida Cordeiro, de 45 anos, que mora no imóvel, contou que a serpente estava no quintal de sua casa, debaixo de um saco vazio de cimento. “O pedreiro estava mexendo e foi retirar o saco. A cobra estava debaixo dele. Meu netinho estava próximo e graças a Deus a cobra não pegou ele”, diz a mulher. Segundo Tatiana, o pedreiro teve que matar a cobra, porque a serpente começou a ficar de pé, ameaçando atacá-los. Ainda de acordo com a moradora, a rua tem uma viela que sempre alaga com as chuvas e que, depois disso, os ratos e cobras aparecem. “Ninguém toma providências”, reclama. A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Mongaguá e o Corpo de Bombeiros (CB), porém não obteve resposta até a publicação desta matéria. A cobra O biólogo Ricardo Samelo explica que a cobra que apareceu na casa é do gênero Dipsas, que não é peçonhento. Segundo o especialista, não é possível ter certeza absoluta da espécie, que pode ser Dipsas Mikami ou Dipsas Neuwiedi. "Essa cobra é conhecida popularmente como dormideira, papa-lesma e também jararaquinha, sendo este último nome responsável pela identificação errada deste bicho, assustando quem não conhece, o que leva algumas pessoas a matar o animal", alerta. Samelo cita ainda que essas serpentes, além de inofensivas, são importantes para o meio ambiente, já que elas "comem gastrópodes (lesmas e caramujos), contribuindo para manter a polulação destes animais equilibrada".