Administração é interina desde 1° de janeiro, quando presidente da Câmara foi eleito prefeito temporário (Vanessa Rodrigues/ AT) A definição sobre a data do início do julgamento do recurso, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual Paulo Wiazowski Filho (PP) pede o registro de sua candidatura a prefeito de Mongaguá é o capítulo mais recente do impasse político na Cidade. E tende a ser um dos últimos. A partir do próximo dia 21 e até dia 27, o Município saberá se Paulinho será empossado prefeito ou se haverá nova eleição. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Independentemente da decisão, o prefeito interino, Luiz Berbiz de Oliveira, o Tubarão (União), que assumiu em 1º de janeiro após ser eleito presidente da Câmara, deixará o cargo. Restará saber a data. Wiazowski precisa do registro para ser declarado prefeito. Em outubro, ele recebeu 14.459 votos, ou 42,47% do total válido. A pauta do TSE terá 24 processos, e o dele é o 11º item. Paulo Wiazowski Filho foi o mais votado, mas votos estão invalidados (Alexsander Ferraz/ AT) Paulinho se declara otimista. Além de considerar que “a população aceitou o plano de governo que nós colocamos”, ele se baseia no resultado favorável que obteve no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), que havia aprovado, por cinco votos a um, o registro de sua candidatura. “Em Brasília, você já chega com um cenário onde o calor das urnas fala muito alto, além de uma tese jurídica bem fundamentada. E tivemos a surpresa de um voto contrário do ministro André Mendonça (do TSE), monocrático, (que) me tirou da diplomação e da posse. E, sem arrogância ou prepotência, se houver novas eleições, o nosso grupo político ganha de novo”, acredita. Alternativa Wiazowski acrescenta que, em caso de decisão por uma nova eleição, sua mulher, Cristina, tende a ser a candidata. “Seria um nome que está muito bem cogitado. Foi uma grande primeira-dama e é a pessoa para quem, talvez, consiga transferir meu capital político.” Wiazowski lembra que, na Câmara, há um bloco de sete vereadores alinhados a ele, em oposição a Tubarão, que pode contar com os outros seis em sua base. “No inicio do ano legislativo, conseguimos formar todas as comissões e rejeitamos um projeto para reforma administrativa. Um governo provisório, com prazo para sair, não pode efetuar ações sem diálogo com sindicato e com funcionários”, pontua. Impugnação mantida Advogado da coligação Mongaguá Sempre em Frente, responsável pela ação que pediu o indeferimento do registro de Wiazowski, Renato Carvalho Donato crê que o TSE manterá a decisão. “Caso o TSE julgue de forma diversa, esse julgamento não afetará apenas Mongaguá, mas todas as cidades do Brasil em situação semelhante”, diz. O ex-vereador Rodrigo Casa Branca (União), segundo colocado em outubro, se apresenta como pré-candidato a um eventual novo pleito. “Por enquanto, torcemos e apoiamos o governo interino para que possa conduzir com garra este pequeno espaço de tempo”. Interino Prefeito interino, Tubarão avalia que o cenário político da cidade está, a cada dia, mais “harmonioso”. “Tivemos a indefinição por conta do indeferimento do candidato que, mesmo com as contas rejeitadas na Câmara, insistiu em concorrer ao Executivo, tentando deslegitimar a decisão do Legislativo, que seguiu as determinações do Tribunal de Contas. Na Câmara, todos os 13 vereadores estão trabalhando de forma harmônica, com o objetivo de apresentar propostas em prol do bem-estar da população de Mongaguá”. Ele afirma que procurou montar uma equipe técnica, “agregando profissionais de diversas vertentes políticas, democratizando nossa gestão”. “Nossas prioridades foram zeladoria, combate a alagamentos, segurança, educação e saúde, mas sem deixar os outros setores de lado, como formação de emprego e renda e turismo”, ressalta. (Sílvio Luiz/ AT)