[[legacy_image_353609]] Duas famílias viveram um momento inesperado antes do sepultamento de entes queridos na manhã desta sexta-feira (26), no Cemitério Municipal do Jardim Coronel, na Avenida Nossa Senhora da Conceição, Itanhaém, Litoral de São Paulo. Ao chegarem no local para realizar o rito de despedida, se depararam com os portões trancados. (Assista ao vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em um vídeo obtido pela reportagem, é possível ver dois carros funerários parados em frente ao cemitério e várias pessoas no local. No registro ainda é possível ouvir uma pessoa mencionar que a situação é um descaso. “A família esperando e não tem chave para entrar”, comenta. Em outro momento, é possível observar um funcionário “quebrando” o cadeado do portão da necrópole para que os familiares pudessem entrar. Ao fundo, uma mulher com voz embargada diz que a situação é “revoltante”. Em nota, a Prefeitura de Itanhaém, por meio da Secretaria de Serviços e Urbanização, informou que “o incidente desta manhã foi uma ocorrência pontual, no qual o servidor responsável pela abertura dos portões percebeu ao chegar no local que havia esquecido as chaves. A situação foi prontamente resolvida e normalizada”. Também foi alegado que o rompimento do cadeado foi autorizado, pois seria a solução mais rápida para o momento. A administração ainda esclareceu que o horário de funcionamento do cemitério é das 8h às 17h. E que os sepultamentos estavam agendados um para às 10h e outro para às 10h30. Foi ofertado para a família uma extensão do velório, devido ao atraso, mas eles optaram por manter o horário marcado. Outras denúnciasNão é a primeira vez que a Reportagem recebe denúncias sobre a administração do Cemitério Jardim Coronel. Em agosto de 2023, apontaram o local como “cenário de filme de terror” e enviaram registros de ossadas, entulho e sepulturas quebradas. Na data dos fatos, A Tribuna esteve na necrópole e conversou com vizinhos do local, que pediram para não ter os nomes divulgados. Um deles afirma que o cemitério é mal cuidado, com muros ‘escuros como carvão’ e luzes queimadas. “É muito mosquito, ossada, resto de caixão velho. É coisa que a gente fica apavorado”, conta. Na época, a Prefeitura de Itanhaém informou que o local passou por reformas recentes, tendo recebido manutenção e melhorias estruturais. Disse que o equipamento público possui equipe fixa de zeladoria, bem como coveiros e auxiliares que atuam permanentemente no local. Já em junho de 2021, moradores ficaram revoltados com o armazenamento de ossadas humanas em sacos de lixo preto, guardadas em uma sala do local. Na época, a prefeitura também justificou o ocorrido.