[[legacy_image_354524]] Clientes voltaram a denunciar uma agência de turismo de Guarujá, Litoral de São Paulo, que estaria devendo reembolso para mais de 20 pessoas da Baixada Santista, após o cancelamento de várias viagens ao longo dos últimos dois anos. As vítimas procuraramA Tribuna depois da repercussão do cancelamento de uma excursão ao evento Hopi Pride, no último dia 20 de abril, por parte da mesma empresa. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Stefane Silva, de 39 anos, foi uma das vítimas e contou que há um grande grupo com pessoas lesadas. "Ele (responsável pela agência) afirmou que reembolsou todos os passageiros da nossa viagem, mas é mentira. Tem gente no grupo que não recebeu até hoje", afirma. Conforme apurado por A Tribuna, outras sete pessoas que contrataram a agência para ir ao Hopi Pride, evento LGBTQIA+ no Hopi Hari, ainda não foram ressarcidas. Entre outras viagens canceladas, estão três com destino ao Rio de Janeiro. A fotógrafa Allice Santana comprou a viagem para novembro de 2022. "Uma hora antes, me informaram que a viagem estava sendo cancelada. Pedi reembolso, mas ele ficou inventando várias desculpas. Disse que tinha que esperar o hotel mandar o dinheiro, que tentou me enviar o valor, mas não tinha ido. Levei ao Procon, mas não foram nas audiências e nem responderam", relata. Em novembro de 2023, Júlio de Oliveira, de 21 anos, também planejou ir ao Rio. "No dia do embarque, ele informou que a Prefeitura do Rio não tinha permitido a entrada do ônibus na cidade por conta de lotação, devido ao feriado, e que a viagem seria adiada em um dia. No dia seguinte, fomos informados que muita gente havia desistido e que ficaria inviável, mas nosso dinheiro não foi devolvido", comenta. "Entrei em contato com o hotel, que me informou que não havia reserva nem no meu nome, nem no da empresa. A agência retrucava dizendo que o responsável pelo estorno seria o hotel, e por isso a demora. Mas como o hotel seria responsável pelo reembolso se nem havia reserva?", questiona Oliveira. Ewerton Luiz, de 30 anos, iria para a mesma viagem. "Foram dias mandando mensagens que seriam ignoradas. Era sempre um problema bancário, celular hackeado e falta de resposta por parte do hotel. Abri um processo no Procon contra a empresa, porém não há retorno das intimações ou alguma satisfação, afirma.. A enfermeira Amanda Rocha, de 24 anos, também teve uma viagem para o Rio de Janeiro cancelada, em fevereiro deste ano. "Fui na porta da casa do cara dono da empresa. Ele me informou que tinha ido até a agência e me entregaria o dinheiro em mãos lá. Cheguei, estava fechado, e ninguém o viu passar por ali naquele dia. " "É sempre a mesma desculpa. 'Meu banco travou', ' meu cartão tá bloqueado', 'perdi as conversas', 'não sei seu PIX' e no final, todos os comprovantes enviados pra mim são falsos", conclui. Novo episódioO caso mais recente é o da guarujaense Nicolly Vitória, de 19 anos, que iria ao parque aquático Wet'n Wild no último domingo (28). "Simplesmente, às 22h, vieram me dizer que o passeio estava sendo cancelado. Pedi estorno do valor total de R\$ 690 e me mandaram um comprovante falso. Liguei no parque e nenhum ingresso havia sido comprado nos nomes da empresa. Queremos nosso dinheiro de volta", declara. Outro ladoEm relação à viagem para o Hopi Hari, a empresa já havia afirmado, em nota, ter ocorrido um "contraponto com o transporte que realizaria a viagem marcada para o parque de diversões", e que os clientes foram informados sobre o ocorrido. A Tribuna solicitou um posicionamento à agência Giratour, antiga MS Turismo, sobre os novos casos divulgados, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria.