Ao lado esquerdo, a mansão como era, quando Clodovil estava vivo, e à direita, o atual estado da casa, abandonada e em total degradação em Ubatuba (Reprodução) Uma mansão em Ubatuba, no litoral de São Paulo, segue abandonada e destruída aos poucos pelo tempo. O imóvel construído pelo falecido apresentador de TV e deputado federal Clodovil Hernandes está assim desde a sua morte, em 2009, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e de uma parada cardíaca. Os objetos da casa foram aos poucos sendo retirados para quitar as dívidas e o imóvel se deteriora com o tempo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A casa foi a leilão em 2017 e 2018. Porém, quem arrematou o imóvel acabou desistindo após saber que a residência foi construída em uma área de preservação ambiental. Por isso, parte da mansão foi demolida devido a ações do Ministério Público. O quarto, o canil e parte da cozinha foram destruídos. Em 2021, uma nova tentativa de leilão foi feita, mas a compradora solicitou anulação do acordo após saber que a mansão não poderia sofrer as alterações necessárias. A anulação não foi feita, mas a casa não foi transferida para a compradora por conta das despesas legais. Um promotor também teria solicitado a demolição do que resta do imóvel. O valor pago no leilão ficou depositado em juízo. Mansão do estilista Clodovil Hernandes segue abandonada e sendo degradada pelo tempo e engolida pela vegetação no litoral de São Paulo (Reprodução) Como era a casa A mansão tinha 20 cômodos, ocupando uma área de 3 mil m², com vista para o mar. Contava com nove quartos, hidromassagem, piscina, um lago, uma capela e até uma passagem secreta. Atualmente, o local está tomado por mato, além de rachaduras profundas nas paredes, infiltrações e mofo. Por Clodovil não ter herdeiros, os responsáveis deixaram o lugar sem manutenção. Respostas A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Ubatuba, para saber sobre a situação legal do imóvel junto à Administração Municipal, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. Também foi solicitado à Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (Fundação Florestal) um posicionamento sobre a mansão, visto que parte dela estava em área de preservação ambiental. A entidade informou que, desde a demolição de parte do imóvel, não houve mais nenhuma alteração no que diz respeito à área de preservação, e o processo foi finalizado e arquivado.