[[legacy_image_157287]] Um elefante-marinho-sulamericano surpreendeu moradores ao aparecer em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, na última sexta-feira (4). Desde a data, o animal está sendo acompanhado pelo Instituto Argonauta e encantando banhistas que registram imagens dele na cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Normalmente encontrado nas regiões subantárticas e na patagônia Argentina, o elefante-marinho foi avaliado pela equipe do instituto que executa o Projeto de Monitoramento da Bacia de Santos (PMP-BS) no trecho 10 (área de atuação dos profissionais). Ele apareceu na região do Saco da Ribeira, em Ubatuba. O animal tem aproximadamente quatro metros e pesa em torno de duas toneladas. Segundo a instituição, trata-se de elefante-marinho macho juvenil que está aparentemente bem e apresenta comportamento de descanso, pois está em processo de muda - quando acontece a troca da pele e pelos. O oceanógrafo e presidente do Instituto, Hugo Gallo Neto, afirma que o animal deve ter chegado à cidade levado por uma corrente marinha, pois não é época deste tipo de ocorrência - que são mais frequentes no inverno. “Porém, no início de fevereiro, tivemos um registro de observação de uma fêmea de elefante-marinho em São Sebastião, que depois foi encontrada na Bahia”. A bióloga e coordenadora do PMP-BS no trecho 10, Carla Beatriz Barbosa, explica que trata-se da terceira ocorrência do animal na cidade e na mesma região. “Porém, é a primeira dentro do PMP-BS. Como das outras ocasiões, estamos monitorando esse animal porque ele está em uma região de Ubatuba, conhecida como Saco da Ribeira, onde existe uma grande movimentação de barcos”, explica. De acordo com ela, o objetivo é evitar acidentes, acompanhar o animal e prevenir que algum banhista seja atacado. “Porque o elefante-marinho pode se tornar agressivo caso se sinta ameaçado". A equipe do PMP-BS do Instituto Argonauta está acompanhando o animal 24h e pedindo apoio da população com alguns cuidados, como: não se aproximar, não molestar e evitar som muito alto. As ações podem estressar o animal. A equipe também alerta as marinas da região para que elas orientem as embarcações em trânsito na área a reduzir a velocidade e redobrar a atenção durante a navegação. A espécieAinda de acordo com o instituto, os elefantes-marinhos são mamíferos reconhecidos pela presença de um focinho semelhante a uma tromba, exclusiva dos machos, enquanto as fêmeas apresentam o focinho mais arredondado. Os animais passam a maior parte da vida nas ilhas subantárticas e na patagônia Argentina. Porém, fora do período reprodutivo, eles costumam viver solitários e navegando em mar aberto, descansando em terra durante o período de muda.