A primeira coleta investigativa foi feita em apenas 3 pontos na Baia de Ubatuba (Divulgação / Prefeitura de Ubatuba) Um estudo conduzido pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP) apontou altos índices de concentração de poluentes nas águas do mar de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, incluindo substâncias como cocaína, cafeína, analgésicos, entre outras. Os resultados estão saindo agora, após a conclusão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A pesquisa faz parte da tese de doutorado de Luciana Rocha Frazão, que destaca que a presença desses compostos já era conhecida em diversas regiões ao redor do mundo, especialmente em áreas próximas a indústrias e portos, como em Santos. No entanto, para ela e sua equipe, foi uma surpresa encontrá-los em Ubatuba. A primeira coleta investigativa foi feita em apenas 3 pontos na Baia de Ubatuba, onde estão localizadas as praias do Itaguá e Cruzeiro, historicamente com bandeira vermelha ao longo de praticamente todo ano. Durante dois anos consecutivos, a coleta foi realizada (entre 2019 e 2020), e os resultados estão sendo divulgados após a conclusão da tese. Segundo Luciana, frequentemente moradores e turistas relatam uma série de problemas de saúde associados a viroses gastrointestinais, e um aumento preocupante nos casos de infecções causadas pela bactéria Staphylococcus aureus. Ela faz parte da microbiota humana e, devido à sua elevada capacidade de adaptação e resistência, considerada um indicador eficaz de contaminação por esgotos domésticos. As infecções por essa bactéria podem variar de problemas cutâneos simples, como espinhas e furúnculos, até condições graves, como pneumonia, meningite, endocardite, síndrome do choque tóxico e septicemia. "O alerta para a Prefeitura foi dado" “O alerta para a Prefeitura foi dado. Esperamos providências urgentes, principalmente diante da intensa e desenfreada construção de prédios na cidade. Ubatuba, capital nacional da mata atlântica e do surf, não aguentará por muito tempo. O município pede socorro” afirmou a doutoranda. A Prefeitura de Ubatuba foi procurada por A Tribuna, mas não retornou até a publicação desta matéria.