Em Santos, todas as praias estão consideradas como próprias para banho no momento (Carlos Nogueira/Arquivo AT) Boa notícia para os turistas e moradores da Baixada Santista que não dispensam um banho de mar. De acordo com o último boletim divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), das 72 praias da região monitoradas, apenas cinco foram consideradas impróprias: uma em Guarujá, três em Praia Grande e uma em Mongaguá. O boletim tem validade até a próxima quinta-feira, quando será divulgada uma nova atualização. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As praias impróprias são Aviação, Vila Mirim e Maracanã (Praia Grande); Perequê (Guarujá); e Vera Cruz (Mongaguá). De acordo com a gerente da Divisão de Águas Litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli, alguns fatores explicam o panorama favorável nas praias da região. “Foi um ano mais seco. Em geral, quando há menos chuva, a qualidade das praias melhora bastante, porque você não tem o aporte da poluição para o mar. Além disso, houve investimento ao longo dos anos, o que também contribui para a melhoria da qualidade das praias”, afirma. Ela explica que o monitoramento é feito semanalmente pela Cetesb, quando são feitas as análises microbiológicas, com a contagem de bactérias fecais presentes nas amostras de água do mar. “Para ver se uma praia está imprópria ou não, a gente sempre olha os últimos cinco resultados. Então, não classifico uma praia só com o resultado da última semana. Se houver dois ou mais valores acima do limite estabelecido, a praia é considerada imprópria”, salienta. Todos os domingos, técnicos da Cetesb colhem as amostras em frascos esterilizados e encaminham para dois laboratórios, um deles em Cubatão. “Utilizamos, como indicador de poluição fecal, um grupo de bactérias que se chama enterococos. Se as amostras estiverem com densidades superiores a 100 UFC (unidade formadora de colônia)/100 ml em duas ou mais amostras de um conjunto de cinco, ou valores acima de 400 UFC/100 ml na última amostragem, a praia é imprópria. É isso que define a impropriedade da praia. A classificação pode ser alterada toda semana, dependendo do resultado”. Temporada A gerente da Cetesb reforça, contudo, que o aumento no número de pessoas no Litoral, especialmente na temporada de verão, pode contribuir para uma eventual piora na qualidade da água do mar. “Com a população flutuante, existe uma maior geração de esgotos e maior pressão sobre a qualidade da água. Se for um verão muito chuvoso, há outro problema, que é o carreamento do que tiver em curso d'água”, acrescenta. Claudia Lamparelli lembra que os banhistas podem consultar a balneabilidade das praias pelo site da Cetesb ou por um aplicativo da empresa para celular. “O banhista pode consultar com antecedência. Isso propicia maior segurança no banho de mar”, finaliza.