Novos reservatórios, em Itanhaém, garantem reserva adicional de 20 milhões de litros de água tratada (Divulgação) A Sabesp prevê o investimento de R\$ 10,6 bilhões em saneamento básico na Baixada Santista até 2029. Segundo a Companhia, o plano deve ampliar o abastecimento de água, expandir a coleta e o tratamento de esgoto e reforçar a segurança hídrica dos nove municípios, com a meta de universalizar os serviços quatro anos antes do prazo previsto pelo Marco Legal do Saneamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Desse total, R\$ 2,5 bilhões já foram aplicados desde 2024, enquanto outros R\$ 8,1 bilhões serão investidos até 2029. Segundo a companhia, o programa inclui a implantação de cerca de 170 quilômetros de redes de água, quase 600 quilômetros de redes de esgoto, três novas Estações de Tratamento de Água (ETAs), seis Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), 127 elevatórias e 21 reservatórios, que acrescentarão mais de 130 milhões de litros à capacidade de reservação da região. De acordo com o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Piani, o objetivo é solucionar um déficit histórico. “A Baixada Santista convive com um déficit histórico de saneamento, como comunidades inteiras que ficaram fora da rede pública de água e esgoto. A nossa missão é dar uma solução definitiva”. Segundo ele, os investimentos representam uma mudança de escala. O aporte anual na região passou de aproximadamente R\$ 400 milhões para R\$ 2 bilhões por ano até 2029, elevando o investimento médio por habitante de R\$ 313 para R\$ 980 anuais. Resultados De acordo com a Sabesp, parte dos investimentos já produziu efeitos desde o segundo semestre de 2024. Segundo a companhia, aproximadamente 230 mil pessoas passaram a ter acesso ao abastecimento de água tratada, enquanto outras 292 mil foram incluídas na coleta de esgoto, e o tratamento de esgoto foi ampliado para cerca de 291 mil moradores. Entre os projetos considerados prioritários está a expansão do saneamento para o Dique da Vila Gilda, onde cerca de 10 mil moradores devem receber abastecimento de água tratada e coleta de esgoto. Conforme a Sabesp, no mesmo período, o número de famílias beneficiadas pelas Tarifas Social e Vulnerável aumentou de cerca de 30 mil para mais de 95 mil. Obras pela região Os investimentos contemplam os nove municípios da Baixada Santista, mas variam conforme as necessidades de cada cidade. O maior volume de recursos está previsto para Guarujá, que receberá cerca de R\$ 4 bilhões até 2029. Em seguida aparecem Praia Grande (R\$ 1,48 bilhão), Itanhaém (R\$ 1,29 bilhão), Bertioga (R\$ 1,15 bilhão) e Peruíbe (R\$ 861 milhões). Segundo o diretor-presidente, a estratégia não concentra recursos em apenas um município, mas na infraestrutura da região como um todo. “Estamos executando obras simultaneamente nos nove municípios. É um programa regional de transformação”. Travessia subaquática reforçará abastecimento Entre as principais intervenções está a travessia subaquática entre Santos e Guarujá. Com investimento de R\$ 134,7 milhões, a estrutura contará com mais de cinco quilômetros de adutoras, sendo 1,5 quilômetro instalado sob o canal entre os dois municípios. A nova ligação transportará 500 litros de água tratada por segundo para Vicente de Carvalho, reforçando o abastecimento de mais de 450 mil pessoas. “Além de ampliar a oferta de água para o Guarujá, essa interligação cria uma alternativa operacional para o sistema, permitindo transferir água do Sistema Cubatão sempre que necessário, trazendo mais flexibilidade para enfrentar picos de consumo, estiagens, manutenções programadas ou emergências”, afirmou Piani. Mambu-Branco Outro destaque é a ampliação do Centro de Reservação Mambu-Branco, em Itanhaém. Dois reservatórios de 10 milhões de litros cada já entraram em operação, enquanto outros dois devem ser entregues até setembro. Segundo a Sabesp, a obra praticamente triplicará a capacidade de reservação do sistema e beneficiará cerca de 1,2 milhão de moradores de Itanhaém, Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande e da área continental de São Vicente. Também está prevista a construção da ETA Melvi, que acrescentará 1.270 litros de água tratada por segundo à capacidade de produção da Baixada Santista.