Alfredo Rocha é palestrante e especialista em Psicologia, Filosofia, Sociologia e Comunicação, com mais de 30 anos de dedicação à liderança e ao comportamento humano. Já fez mais de 3 mil seminários em 270 cidades, com palestras para empresas nacionais e multinacionais. No dia 19, às 10 horas, trará para Santos uma imersão sobre liderança, do desenvolvimento dessa capacidade à motivação de equipes. Será no Bourbon Convention Hotel, no Gonzaga. Entre os desafios no ambiente de trabalho, está lidar com uma nova geração no mercado de trabalho. Adiante, trechos da entrevista. Inscrições devem ser feitas clicando aqui ou pelo telefone (11) 94661-1278. Qual é o perfil de um líder? A pessoa já nasce com tendência para a liderança ou é necessário desenvolver habilidades? A liderança é oriunda da herança genética e da herança cultural. Tem pessoas que nascem com um grau maior para a liderança do que outras. Todos temos uma tendência para liderar. O desenvolvimento da sua liderança ocorre durante a sua vida toda. As habilidades de liderança podem ser aprendidas, aperfeiçoadas e desenvolvidas. Grandes líderes, às vezes, param de entregar resultados porque pararam de se desenvolver. Quais são os maiores desafios que o profissional responsável pela gestão de pessoas e equipes enfrenta no dia a dia? É, justamente, dividir essa responsabilidade com todos os outros líderes. Recursos humanos são facilitadores. Mas cada supervisor, gerente, diretor tem que entender que é responsável pela gestão do seu time. O grande desafio é este: transferir essa responsabilidade da gestão de pessoas para toda a liderança da empresa. Como manter pessoas e equipes motivadas? Primeiro, há um passo que é da empresa: salário justo e benefícios. Agora, há outros dois passos que estão ligados à gestão: o ambiente de trabalho e o reconhecimento. Precisamos criar um ambiente gostoso. As pessoas precisam acordar de manhã e ir para a empresa com expectativa positiva. Para isso, o clima organizacional tem um peso muito grande, e o líder tem um peso gigantesco. Temos que cobrar as pessoas, mas existem maneiras de fazer isso. Você pode cobrar uma pessoa e desmotivá-la. Mas também pode cobrar e desafiá-la, transformar um erro em um professor. Outra coisa que motiva é o reconhecimento. Não é elogiar quem chega no horário, pois isso é obrigação, mas quem antecipa problemas, quem propõe soluções. O reconhecimento é essencial para manter equipes motivadas. Como ser um líder focado sem abrir mão do lado humano das relações interpessoais? Não entregamos resultados sozinhos. Não existe “eu-quipe”. Existe o time. Os resultados não começam em algo — computador, sistema ou processo —, mas sim, em alguém. Quando o líder entende isso, ele sabe que precisa do bem-estar das pessoas, do “querer” delas. Liderar é despertar esse querer. O líder que entrega resultados é o que entende de gente, cuida de gente e valoriza as pessoas. O desenvolvimento profissional de alguém está ligado ao seu desenvolvimento pessoal. Como será o seminário que o sr. vai realizar em Santos? Como as pessoas podem participar? No dia 19 de julho, vou apresentar em Santos, pela primeira vez, o treinamento de maior sucesso no Brasil: Liderança e Gestão de Pessoas. Lancei esse treinamento em 2000. Apresento em empresas nacionais, multinacionais e também em seminários abertos como esse. Vou levar um método, um sistema de como o líder pode desenvolver equipes de alta performance. Não é contratar, é formar. Formar equipes dentro dos valores e princípios da empresa. Desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns. Esse é o líder dos novos tempos: que entende do seu negócio e também entende de gente (inscrições em bit.ly/44gPtrM). Qual é a importância da comunicação na liderança? Que erros os líderes mais cometem? Uma grande falha é confundir relações humanas com liderança. Nas relações humanas, o lema é “trate todo mundo igual”. Em liderança, não. As pessoas não são iguais. Você tem no time pessoas mais sensíveis, outras mais racionais, umas mais rápidas, outras mais lentas. Se você trata todo mundo igual, você tem um resultado aquém das possibilidades. Com uma comunicação individualizada, você consegue o máximo de cada um. O que diferencia um líder comum de um líder inspirador? Um líder inspirador busca ampliar seu repertório, não para de aprender. Não há nada pior do que trabalhar com alguém que acha que já sabe tudo. O líder deve ser o agente de mudanças e trazer o time junto. E mais: o líder inspirador escuta. Escuta o time, as ideias, as realidades. As melhores ideias não vão vir do líder, vão vir de quem está na linha de frente. A geração mais jovem tem exigido novas posturas dos líderes. Como adaptar a liderança aos novos perfis profissionais? Hoje, o líder não impõe, ele propõe. A hierarquia continua, mas a autocracia não. Nossos avós eram mais fáceis de liderar porque o mundo mudava devagar. Os jovens de hoje vivem num mundo que muda de forma exponencial. E isso gera uma diversidade enorme de ideias, pensamentos e comportamentos. A palavra do momento é diversidade. O sucesso das empresas está ligado à capacidade de inovar.