Líder do PCC foi capturada pela Dise e levada para a delegacia em Itanhaém (Reprodução/ Dise de Itanhaém) Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, conhecida pelos apelidos “Pandora” e “Penelope” e apontada pela Polícia Civil como uma das líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no litoral de São Paulo e no Vale do Ribeira, possui tatuagens associadas à facção criminosa. Imagens registradas após a prisão mostram desenhos e frases que, segundo investigadores, fazem referência à simbologia utilizada por integrantes do grupo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre as tatuagens identificadas estão imagens de palhaços acompanhadas da frase “chora depois”, localizadas na parte frontal da perna esquerda de Pandora. Na panturrilha, a mulher possui o símbolo do yin e yang abaixo da frase “enquanto não houver justiça para os pobres, não haverá paz para os ricos”. Já na perna direita aparecem desenhos de borboletas e flores. Uma das tatuagens da líder do PCC com referência à facção (Divulgação/ Polícia Civil) Prisão A prisão de Pandora ocorreu por volta das 6h30 de terça-feira (10) em Itanhaém, no bairro Guarupá, em prédio localizado na Rua Edina Maria Neres Pacheco Lorena. Policiais civis da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 7ª Região Administrativa Judiciária de Santos. De acordo com o boletim de ocorrência, o objetivo da operação era localizar aparelhos eletrônicos usados pela investigada para manter contato com integrantes do PCC. Segundo o registro policial, Pandora não ofereceu resistência durante a abordagem. No momento da prisão, ela apresentava um hematoma no olho direito e afirmou aos policiais que havia se machucado durante briga familiar ocorrida cerca de uma semana antes. A investigada também declarou estar grávida de três meses. No imóvel, os policiais apreenderam um celular e um caderno com anotações relacionadas ao tráfico de drogas. Diante das evidências encontradas durante a operação, a prisão em flagrante foi ratificada pelos crimes de organização criminosa e associação para o tráfico de drogas. A mulher foi encaminhada à delegacia e permanece presa à disposição da Justiça. Conversas indicam atuação na facção Conteúdos extraídos do celular indicaram, segundo a polícia, a posição de destaque da investigada dentro do PCC. Em conversas no WhatsApp, ela se identificava pelos apelidos “Pandora” e “Penelope” e discutia assuntos internos da organização criminosa, incluindo atividades ligadas ao tráfico de drogas no bairro Guarupá. De acordo com a Polícia Civil, Ariane exerceria a função conhecida como “disciplina” dentro do PCC – responsável por cobrar o cumprimento de regras da facção e transmitir ordens a integrantes da organização no Litoral Sul de São Paulo e no Vale do Ribeira. Posicionamento A reportagem não localizou a defesa da investigada até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.