[[legacy_image_291220]] Uma analista de operações de Santos e o marido conseguiram na Justiça liminar que garante a emissão de passagens para Portugal, compradas por meio da agência de viagens on-line 123 milhas. A tutela antecipada foi emitida na tarde de terça-feira (22), em decisão do juiz Luiz Francisco Tromboni, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Santos. A empresa, na última sexta-feira (18), suspendeu os pacotes e a emissão de passagens de sua linha promocional, medida que atinge viagens já contratadas da linha promo, com embarques entre setembro e dezembro deste ano. No despacho, o juiz cita “prova satisfatória da pretensão razoável com probabilidade de êxito em juízo e fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação ou risco ao resultado útil do processo, para que a ré, no prazo de cinco dias, emita as passagens adquiridas”. O não cumprimento da determinação judicial implica em multa diária de R\$ 1 mil, observado o teto limite de R\$ 20 mil. A Reportagem tentou contato com a assessoria da empresa, mas não obteve resposta até o fechamento da edição. “Meu irmão, que é advogado, entrou com um pedido de tutela antecipada, para que o juiz notificasse a empresa a fim de emitir as passagens. Não quero dinheiro, nem dano moral. Só ver meu irmão. Ficamos bem transtornados com essa situação e, agora, aliviados com a decisão do juiz”, afirma Mariana Nogueira. Dias de apreensãoJunto com o marido, o químico Wilber Gadi, Mariana tem viagem marcada para 3 de setembro, rumo a Lisboa, Portugal. Até receber o OK da Justiça, a analista viveu dias de apreensão, mesmo tendo comprado as passagens com seis meses de antecedência. “Marcamos a viagem para setembro, pois conseguimos encaixar os períodos de férias dos dois. Adquirimos as duas passagens por R\$ 5.527. Riscos de escalas e atrasos estavam no nosso radar, mas não o que ocorreu”, descreve Mariana. Há duas semanas, a ansiedade pela proximidade da viagem começou a aumentar. Tanto que o casal faz parte de grupos de Whats-App com pessoas que adquiriram pacotes promo da 123milhas. Mas, na última sexta, o sonho de encontrar o irmão, que faz mestrado na Universidade de Coimbra, começou a virar pesadelo. “Eu cheguei do trabalho por volta das 20 horas e havia uma nota dizendo que a 123milhas não ia emitir esses pacotes. Ficamos transtornados. Comecei a chorar, liguei para meu marido, meu irmão, desesperada, dizendo que a gente não ia mais, que se planejou durante mais de um ano para ir... Fomos procurar outros detalhes, mas ainda sem saber o que fazer”, conta Mariana. A decisão da Justiça devolve um norte para o casal, que já está de malas prontas para embarcar. [[legacy_image_291221]] Em GuarujáOs guarujaenses Vivian Loane Campos Fernandes e Alan Fernandes ainda não tiveram a mesma sorte. Atualmente morando em Recife, Pernambuco, eles programaram para outubro, junto com os filhos pequenos, uma viagem para rever familiares na Baixada Santista. Mas, com a situação da 123milhas, tudo mudou. “A empresa desmarcou e não quer devolver o dinheiro. Ela oferta um voucher, que só pode ser utilizado a partir do próximo ano, e é muito desvalorizado. Na simulação de compra, sai mais barato adquirir direto de uma companhia aérea”, explica Vivian. Ela postou vídeo nas redes sociais pedindo que a 123milhas “reconsidere” sua decisão. Até agora nada de resposta da empresa.