[[legacy_image_39188]] O juiz santista Mirko Vincenzo Giannotte, de 50 anos, que atua no Tribunal de Justiça do Mato Grosso, foi indicado pela Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para o cargo de ministro Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga do ministro Marco Aurélio Mello, que se aposentará em julho. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em conversa com A Tribuna disse se considerar “um verdadeiro santista” e contou ter nascido no Hospital Beneficência Portuguesa,morado na Ana Costa, Canal 3 e Ponta da Praia, frequentado os clubes da Cidade, velejado e ter sido campeão paulista e vice-campeão brasileiro. “Tenho muitos amigos ainda, família aí (um tio)”, diz. A indicação da Associação serve como uma sugestão, sem poder de influência em qualquer decisão de Bolsonaro. Entretanto, por ser uma entidade que representa 1.200 magistrados no País, o nome de Giannotte ganha evidência no meio Direito e político. “É uma honra para mim e estou muito feliz. Acho que já é uma vitória, até aqui, ter sido indicado, ainda mais (por atuar) num estado (MT), digamos, de uma população de 3 milhões de habitantes, onde se tem um universo de juízes muito menor. Acho que é o reconhecimento do trabalho”, celebra o juiz. A Anamages, em nota, diz "confiar na seriedade do digno presidente da República, que certamente levará em consideração a apreciação do nome a ser indicado dentre os magistrados estaduais, tudo com o devido cuidado, respeito e obediência às Normas Constitucionais”, traz o texto assinado pelo presidente da entidade, o juiz Magid Nauef Láuar. Giannotte comenta a importância de ser um indicado da Justiça Estadual ao STF. “Sem demérito a quem quer que seja, tenho muitos colegas hoje magistrados da Justiça Federal, é a Justiça (Estadual) que distribui justiça ao cidadão. É aquela mais próxima do povo”, aponta. O juiz atua no Tribunal de Justiça do Mato Grosso, estado onde exerce a magistratura há 20 anos. Ele é vice-presidente da região Centro-Oeste da Anamages e, durante dois triênios, foi vice-presidente da Associação. Escolha e religiãoVale ressaltar que esta será a segunda indicação do presidente ao STF. A primeira vaga, aberta em novembro de 2020, foi ocupada pelo agora ministro Kássio Nunes Marques. Dessa vez, dois nomes se destacam para o posto: André Mendonça, ex-ministro da Justiça, e Humberto Martins, presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Dessa vez, o escolhido por Bolsonaro será um ministro “terrivelmente evangélico”, como o próprio presidente definiu em 10 julho de 2019, durante um culto na Câmara dos Deputados. Tanto Mendonça como Martins têm esse ponto em comum. Sobre a religião, Giannotte revela estar apto à disputa. “Não sou terrivelmente evangélico. Era terrível quando criança (brinca). Acredito que o nosso presidente, que é uma pessoa que muito se aproxima do povo, muito jocosa e fala a língua do povo, quando diz terrivelmente evangélico quer se reportar a alguém religioso. E sim, sou temente a Deus, sou religioso”. O juiz revela que embora não seja evangélico batizado, vem de um berço evangélico. “Minha mãe é evangélica. E, claro, cresci e fui educado dentro de alguns preceitos evangélicos, e conheço a bíblia, o que pra mim, dentro da igreja, é uma edificação”. Ele completa: “A nomeação própria (ao cargo no STF) é do presidente Jair Messias Bolsonaro, mas a indicação, você pode ter certeza, que é a de Deus”. “A associação defende que a indicação presidencial deverá recair no nome de magistrado componente da Justiça dos Estados da Federação, para que a Suprema Corte possa ter entre seus integrantes um julgador preparado, conhecedor da realidade jurisdicional”, reforça a nota.