Lucas, Matheus e Caio participarão pela primeira vez de uma eleição; Lucas, com 16 anos, fez questão de tirar o título mesmo sem obrigação (Sílvio Luiz/AT) Seja por obrigação ou por opção, eleitores jovens farão sua estreia nas urnas no próximo domingo (6), data em que acontece o primeiro turno das eleições municipais de 2024. A Tribuna conversou com eleitores de primeira viagem, que relataram a experiência de, pela primeira vez, participarem da festa da democracia. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O estudante Lucas Nemetz de Barros Cruz, de 16 anos, fez questão de tirar seu título de eleitor para poder votar, ainda que não tenha essa obrigação. “Queria cumprir meu papel de cidadão”, disse o jovem, explicando sua motivação. Ele disse que está tendo dificuldades para definir seu candidato a vereador. “É mais difícil, tem mais candidatos, mas estou pesquisando”, completou. Já os estudantes Caio Matukiwa Lins e Matheus Nóbrega, de 18 anos, terão de ir às urnas pela primeira vez por obrigação. “Se eu pudesse prolongar (a não obrigatoriedade do voto), eu faria, mas, como não posso, pesquisei os candidatos e tenho em mente de que meu voto vai importar”, revelou Caio, que disse estar ansioso para a votação. “Já pesquisei sobre como vai funcionar, mas estou ansioso para, na hora, não dar branco, então vou levar o papel com os números para votar”, acrescentou. Matheus, por outro lado, disse estar tranquilo para votar. “Vou lá (à seção eleitoral) apenas para fazer meu papel”, contou. Perguntado se já havia definido os candidatos, ele revelou que ainda está pesquisando. “Vou ver aquele que tem as melhores propostas para a cidade”, afirmou. Importância Para o cientista político e responsável pela metodologia e RI do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves, é motivo de se celebrar quando um jovem que não tem a obrigatoriedade do voto opta por participar das eleições. “Se eles fizeram esse movimento, é porque estão interessados no processo, o que é muito bom. É importante que os jovens acreditem em tempos de tanta desesperança e desencanto com a política no Brasil”, pontuou. A historiadora, professora universitária e cientista política Clara Versiani, por sua vez, destacou a participação do eleitor jovem como essencial no processo de formação cidadã. “O exercício da atividade política, não só pelo voto, é importante parte do amadurecimento das pessoas nessa integração com a comunidade. É parte de um processo de inclusão do jovem na vida comum da sociedade, em discussões, pautas e movimentos que impactam a vida de todos, inclusive as deles”.