Moradores da Baixada Santista podem esperar por temperaturas moderadas e episódios de frio intenso abaixo do esperado neste inverno. Segundo meteorologistas, a nova estação, que começa nesta quinta-feira (20), a partir das 17h51, promete ser menos rigorosa do que em outros anos. Com relação às chuvas, os índices também devem ser abaixo da média. A estação dura até as 9h44 do dia 22 de setembro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme o meteorologista Franco Cassol, desde a primavera passada, as médias térmicas têm se mantido acima do habitual, acompanhadas por várias ondas de calor. “Mesmo em junho, estamos enfrentando dias relativamente quentes, fenômeno atribuído principalmente ao recente fim do El Niño, que amplificou o calor globalmente”, explica o especialista. Por conta de alguns efeitos residuais do fenômeno, a expectativa é que o frio demore um pouco mais para se estabelecer, sendo mais provável que os dias mais frios ocorram em julho e agosto, de acordo com Cassol. Para ele, a previsão é de que mesmo ocorrendo alguns períodos de frio, a região não deve ter um inverno rigoroso neste ano. Essas temperaturas acima da média para o período têm explicação. Conforme explica a meteorologista Heloisa Pereira, isso é reflexo do aquecimento dos oceanos. “Este ano, os oceanos globais, especialmente o Atlântico, estão mais quentes que o normal, influenciando diretamente o clima em boa parte do planeta, incluindo nosso litoral”, afirma. Assim como Cassol, Heloisa anuncia que o período deve contar com fortes quedas de temperatura devido à atuação de massas de ar frio, porém com menos frequência e menor duração do que normalmente ocorre. Isso deve acontecer principalmente durante o mês de julho, segundo a especialista. Chuvas A incidência de chuvas também deverá ser atípica durante o inverno de 2024. Durante o trimestre, espera-se que o índice pluviométrico na Baixada Santista fique ligeiramente abaixo da média histórica, de acordo com Heloisa. Em média, junho e julho devem registrar cerca de 70 milímetros de chuva, enquanto setembro pode alcançar 126 milímetros. “Por isso, ao longo do inverno, haverá mais dias sem tendência a chuvas significativas, com a expectativa de que o potencial para temporais aumente consideravelmente até o final de setembro, especialmente devido às previsões de calor acima da média”, comenta a meteorologista. Cassol explica que a região atualmente atravessa um período de escassez, e os últimos dias têm sido marcados por um bloqueio atmosférico que tem impedido a ocorrência de precipitações. “Este fenômeno já se manifestou no mês passado e, dos últimos quatro meses, três apresentaram índices pluviométricos abaixo da média histórica”, relata. Por isso, ele explica que a perspectiva é de que com a chegada do inverno, as chuvas passem a se tornar um pouco mais frequentes ao longo do período, aliviando a seca atual. No entanto, com níveis também abaixo do previsto.