[[legacy_image_185995]] Os moradores da Baixada Santista comprometem 45%, em média, da renda familiar para pagar aluguel, o maior percentual registrado no País, segundo o Censo QuintoAndar de Moradia, pesquisa realizada em parceria com o Instituto Datafolha. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O índice está à frente das regiões metropolitanas de São Paulo (38%), Rio de Janeiro (34%) e Belo Horizonte (31%), além de Ribeirão Preto (32%). A média nacional é de 31%. Enquanto o valor médio desembolsado pelos moradores da Região Metropolitana de São Paulo com o aluguel é de R\$ 1.078,00 mensais, o maior do Brasil, a Baixada aparece em segundo lugar neste quesito. Um morador da região gasta por mês, em média, R\$ 951,00 no aluguel de uma casa ou apartamento. No País são R\$ 686,00. Nas outras regiões pesquisadas, os valores gastos mensalmente também estão mais em conta do que os despendidos pelos cidadãos das nove cidades da Baixada: na região metropolitana da capital mineira, a média é de R\$ 876,00; em Ribeirão Preto, R\$ 851,00, e na região metropolitana do Rio de Janeiro, R\$ 834,00. “Quando falamos em aluguel, é bom lembrar que os especialistas em gestão financeira sempre colocam o limite de comprometimento da renda em 30% ou um pouquinho mais. Quando vemos esse percentual da Baixada (45%), chega a assustar”, diz Thiago Reis, gerente de dados da QuintoAndar. Para minimizar esse índice, Reis recomenda a negociação entre as partes. “É preciso negociar, abrir uma brecha para ver o que cabe no bolso. Tanto para o proprietário, que vai querer continuar com o imóvel alugado, quanto para o inquilino, que precisa dar um respiro no bolso. Tem que tentar chegar num acordo, num senso comum que fique bem para os dois”. Financiamento A Baixada Santista também está entre as regiões mais caras do País para financiamento de imóveis. O morador da Região Metropolitana de São Paulo gasta, em média, R\$ 1.206,00 mensais pelo empréstimo, enquanto em Belo Horizonte, são R\$1.111,00 e na Baixada, R\$ 1.108,00. A média nacional é de R\$ 715,00. Enquanto os gastos com aluguel ou financiamento são maiores na região, os salários não atingem o mesmo patamar. “Quando perguntamos às pessoas qual é o principal motivo de não conseguirem comprar a casa própria, na Baixada, 89% dizem que é a falta de recursos financeiros”, afirma Reis. “Esse percentual é o maior de todas as regiões pesquisadas. A média no Brasil é de 70%. Isso corrobora o fator de uma renda diminuída para comprar uma casa ou de pagar um aluguel com folga”, diz. A pesquisa O Censo QuintoAndar/Datafolha entrevistou 3.186 pessoas acima de 21 anos, de todas as regiões do Brasil, entre os dias 11 e 21 de outubro do ano passado, mas só divulgou os dados esta semana, dentro da terceira etapa de um estudo detalhado sobre moradia no País. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra. “Além das cinco regiões (do País), pedimos que fizessem uma lupa nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e dois macropólos, o da Baixada Santista e de Ribeirão Preto, porque consideramos esses mercados muito importantes para o Quinto Andar, para oferecer produtos e serviços e ajudar as pessoas nessa jornada de busca por um imóvel”, explica Thiago Reis.