[[legacy_image_139409]] O primeiro caso da variante Ômicron confirmado na Baixada Santista, em Santos, não deve ser o único na região, segundo infectologistas. “Quando localiza um, pode contar que tem mais por trás”, aponta a médica Elisabeth Dotti. Para profissionais, a variante pode ser o motivo do aumento de casos de covid-19, apesar da vacinação. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A Reportagem entrou em contato com as demais prefeituras da região, que não relataram casos da variante. O infectologista Leonardo Weissmann segue a mesma linha de Elisabeth, e acredita que a mutação pode ainda não ter sido detectada. “A gente sabe que existe muito teste para detecção do coronavírus, mas laboratórios que fazem o sequenciamento genético para determinação de uma possível variante são poucos. Por este motivo, muito provavelmente a gente já tenha outros casos da variante na Cidade (Santos) e na região, que não foram detectados por falta de exame”. Elisabeth ressalta que, apesar da Ômicron e do surto de covid-19 em cruzeiros, a vacina vem mostrando sua eficácia. “O melhor cenário é o seguinte: todo mundo estará vacinado e continuar se infectando. Só que de uma forma muito leve, muito tranquila, que é o que estamos vendo nesses cruzeiros”. Segundo a infectologista, a situação não é fora do esperado por médicos. “O fato de a gente estar vacinado não quer dizer não vai pegar. A gente vai pegar. É como a vacina da gripe”, explica. Leonardo Weissmann reitera que a vacina não impede infecções, mas protege das formas graves da covid-19.