[[legacy_image_190470]] Será que essa escolha está certa? A decisão foi a melhor a ser tomada? Quero essa ou a outra? Todos passam por situações de impasse ao decorrer da vida, onde as possibilidades ficam sob nossa responsabilidade. A dificuldade durante esse processo é natural, mas, em casos de indecisão extrema, é necessário ficar atento. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Com qual frequência isso acontece, quanto tempo a pessoa gasta para decidir alguma coisa, gasta em sofrimento tendo que decidir algo. Quando isso aparece num contexto de terapia, tem que entender um pouco como isso está acontecendo na vida do indivíduo e que tipo de prejuízo isso está trazendo para ele”, explica a psicóloga de Praia Grande Jéssica Tedesco. O fluxo intenso de pensamentos é um sintoma de que a indecisão pode estar afetando negativamente a pessoa, segundo a profissional. É preciso notar se há um sentimento de ansiedade envolvendo essa dúvida. “Se costuma pedir muito ajuda das pessoas, é quando a indecisão já está passando do ponto, quando a pessoa não consegue tomar nenhuma decisão sozinha. Torna-se muito dependente de perguntar para as outras o que deve fazer”, conta a profissional. A indecisão pode estar relacionada a diversos transtornos mentais, como a ansiedade e a depressão. Qualquer sinal de que a dúvida está atrapalhando sua rotina, é necessário consultar um profissional para iniciar psicoterapia. O diagnóstico, caso seja um transtorno, precisa ser feito por um psiquiatra. “A busca de uma perfeição pode tornar a pessoa procrastinadora, porque ela pensa que tem uma escolha perfeita. Na realidade esse pensamento idealizado acaba atrapalhando, porque muitas vezes a gente não tem a escolha perfeita. A gente tem uma opção”, conclui. Depressão “A pessoa que está deprimida pode ter muita dificuldade no seu poder de escolha e de decisão. O sentimento de tristeza, de incapacidade, de perda de perspectiva, pode fazer essa pessoa ter uma dificuldade em tomar grandes e até pequenas decisões, como o que comer, o fazer no seu dia a dia”, comenta a psicóloga. Ansiedade A ansiedade está sempre relacionada com o medo. Segundo a psicóloga, o transtorno causa o medo constante de perder algo, de não fazer uma escolha perfeita. “A pessoa ansiosa, com toda a certeza, vai apresentar uma grande dificuldade em decidir. Decidir envolve renúncias. A gente agarra uma coisa com uma mão e precisa soltar a outra. Sempre acabamos deixando alguma coisa pra trás quando a gente faz uma escolha e o ansioso se preocupa muito com isso”, explica.