Ilha das Cobras no litoral de São Paulo integra o ranking de ilhas restritas (Reprodução/Facebook) Paz, sossego e natureza são os sonhos de muitos. Nada tem mais esse caráter do que uma boa ilha paradisíaca. No Brasil, algumas delas possuem acesso restrito ou proibido para visitação do público em geral, seja por motivos de preservação ambiental ou questões de segurança dos visitantes. Integrando o ranking está a Ilha da Queimada Grande, conhecida também como Ilha das Cobras, localizada no litoral paulista, entre Peruíbe e Itanhaém. A Tribuna separou uma lista para não errar e parar em espaço proíbido. Confira a lista de ilhas proibidas: Ilha da Queimada Grande (Ilha das Cobras) Localizada a cerca de 35 km do litoral sul de São Paulo, entre Itanhaém e Peruíbe, a ilha é lar de uma das maiores concentrações de serpentes venenosas do mundo, a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), espécie que não existe em outro lugar do planeta. Devido ao perigo representado por essas serpentes e para proteção ambiental, a visitação é proibida, permitida apenas para pesquisadores autorizados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Arquipélago de São Pedro e São Paulo O arquipélago localizado a 1.000 km do Continente sul-americano e a 1.820 km das praias de Guiné-Bissau, é o território brasileiro mais próximo do Continente africano, e está situado acima da linha do Equador, no Oceano Atlântico, a aproximadamente 1.100 km da costa do Rio Grande do Norte. O conjunto de ilhas possui difícil acesso, mas detém importância científica e estratégica, por isso, seu acesso é restrito, e permitido apenas para pesquisadores e militares. Ilha Anchieta Situada em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, está a Ilha Anchieta. A área abriga o prédio administrativo do Parque Estadual da Ilha Anchieta e as ruínas de uma ex-colônia penal. O presídio, inaugurado em 1908, era destinado a presos comuns e políticos da ditadura de Getúlio Vargas, na década de 30. O local ficou conhecido devido à revolta de 21 de junho de 1952, em que 300 presos amotinados tomaram as instalações da cadeia. A rebelião causou a morte de mais de 100 pessoas e foi crucial para o fechamento do presídio. Em 1977, o Governo do Estado criou o Parque Estadual da Ilha Anchieta, hoje administrado pela Fundação. O acesso é controlado, mas permite visitação supervisionada mediante agendamento prévio. Arquipélago de Trindade e Martim Vaz Representando uma formação única no planeta composta por uma cordilheira de montanhas, o arquipélago está localizado a cerca de 1.200 km da costa do Espírito Santo. A área abriga uma base da Marinha do Brasil e possui cerca de 30 montes submarinos entre 30 m e 150 m de profundidade com ecossistemas sensíveis. O acesso é controlado e restrito, com exceção de militares e pesquisadores com autorização. Atol das Rocas A reserva biológica do Atol das Rocas fica localizada a mais de 250 quilômetros da costa do Rio Grande do Norte possuindo grande importância ecológica. A visitação pública é proibida, sendo permitida apenas para pesquisas científicas autorizadas. A única maneira de visitar o local é por meio de um barco inflável conduzido por uma pessoa que conheça bem a entrada entre as duas pedras, chamada de Barretinha. Assim, apenas pessoas autorizadas pelo ICMBio podem visitar o local. Ilha de Alcatrazes Localizada no litoral norte de São Paulo, a Ilha de Alcatrazes faz parte do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes. A visitação é controlada e, por muitos anos, foi restrita devido às atividades militares e à preservação do ecossistema. Atualmente, as visitas de ecoturismo são permitidas, mas necessitam de autorização prévia.