Está chegando a hora da folia e o setor hoteleiro esbanja otimismo, com estimativa de 82,25% de ocupação de leitos para o Carnaval na Baixada Santista. A expectativa, divulgada pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), é que a data traga o público às praias da região novamente. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Carnaval ocorrerá entre os dias 1º e 4 de março. A pesquisa foi realizada nas cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá e Bertioga. Até o momento, há 45% dos leitos reservados. Na média O presidente do SinHoRes, Arthur Veloso, falou que o número está dentro da média dos últimos dois anos. Ele acredita que o número de leitos reservados crescerá gradualmente conforme o feriado se aproxima, trazendo de volta o público que evitou retornar às praias de São Paulo por conta do surto de norovírus. “Por mais que aquela externalidade (surto de norovírus) tenha afetado o Litoral, já não é mais pauta, então a gente está bem otimista. O Carnaval é uma das melhores datas nossas do ano. Talvez perca só para o Réveillon e para o Natal, que fica muito próximo”, comenta. Veloso destacou que o Carnaval tem crescido a cada ano na Baixada Santista, principalmente pela expansão da festa em Santos. Além disso, também há mais procura pelo turismo de proximidade no Estado de São Paulo. O presidente ressaltou que as pessoas tendem a escolher destinos que são mais próximos para curtir feriados. Por esses pontos, o setor vem se mostrando otimista sobre a procura e espera que ultrapasse 80% dos leitos ocupados até o feriado, ficando acima da média dos últimos anos. “A gente sabe que também, por ser muito próximo do fim de ano, as pessoas acabam deixando para fazer a reserva final em cima da hora”. Calor Outros fatores são o sol e as temperaturas elevadas na Baixada Santista. “Vivemos dias quentes e a gente não está acostumado. Acho que nos últimos anos não estava tão quente como agora. Talvez o que foi diminuído no começo do ano (com o surto), a gente já teve a retomada do finalzinho de janeiro, e acredito que agora a gente registrará meio que uma subida retardada do nosso pico do verão”. Blocos de rua Se o número já traz um cenário positivo, Veloso garantiu que ainda dá para melhorar. O presidente comentou que falta investimento das cidades em blocos de rua para tornar a região mais convidativa para a maior festa do País, colocando a Baixada Santista no mapa dos foliões. “É algo que eu acredito que a gente possa desenvolver para trazer ainda mais gente. Acho que é um potencial que ainda não foi explorado, como a gente vê no Rio de Janeiro, São Paulo ou Minas Gerais. Acredito que a gente possa, no futuro, crescer”, conclui.