José Gomes Costa Neto foi condenado a quase 45 anos de prisão por homicídio e tentativa de homicídio (Reprodução/ TV Tribuna) José Gomes Costa Neto, acusado de esfaquear e matar a ex-esposa e deixar a ex-cunhada paraplégica, foi condenado a 44 anos e 9 meses de prisão durante julgamento no Fórum de Itanhaém, no litoral de São Paulo, na quinta-feira (20). Ele foi julgado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O crime ocorreu em 27 de julho de 2022. Por volta das 14h, a Polícia Militar foi acionada pela filha da vítima para atender a ocorrência. No local, os policiais encontraram a ex-esposa de Neto, Maria da Conceição, com ferimentos nas costas, caída na calçada da casa onde viviam. Ela chegou a ser socorrida e foi encaminhada ao Hospital Regional Jorge Rossmann, mas não resistiu aos ferimentos. Testemunhas informaram aos agentes que havia uma segunda vítima dentro da residência: a ex-cunhada do criminoso, Amazia Guedes. Ela foi encontrada em estado grave e levada ao Complexo Hospitalar Irmã Dulce, em Praia Grande. Segundo a PM, o ferimento atingiu a coluna, causando paralisia dos membros inferiores e deixando-a paraplégica. Após o crime, José fugiu do local, mas foi capturado e confessou o ataque. Amazia não chegou a testemunhar, pois faleceu aos 71 anos, 15 dias antes do julgamento, devido a uma infecção urinária. Motivação Na época, o casal havia se divorciado após 34 anos de relacionamento. Segundo a filha, Andreia, o pai se recusava a sair da residência e ameaçava constantemente a ex-mulher. O criminoso afirmou que perdeu o controle durante uma visita da ex-cunhada, que, segundo ele, falava mentiras sobre sua conduta. Ele alegou que Amazia havia sido trazida de São Paulo para Itanhaém por um namorado, o que lhe causou revolta, tanto pela idade da ex-cunhada quanto pela possibilidade de sua ex-esposa seguir o mesmo caminho e iniciar um novo relacionamento. No entanto, a defesa do réu contestou essa versão e afirmou que o suposto namorado era, na verdade, um motorista de aplicativo. Condenação Após três anos, o Tribunal do Júri de Itanhaém condenou José Gomes Costa Neto a 44 anos e 9 meses de prisão. Três testemunhas foram ouvidas, incluindo a filha do agressor. Durante o julgamento, ela relatou as constantes reclamações da mãe sobre o comportamento agressivo do pai e as ameaças que recebia. Além disso, explicou que toda a família sofria com a violência de José. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria dos crimes, levando à condenação por homicídio qualificado, no caso da ex-esposa, e tentativa de homicídio qualificado, no caso da ex-cunhada. A Justiça considerou agravantes o recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, o motivo fútil e a violência doméstica e familiar. Diante da decisão dos jurados, o juiz determinou que José Gomes Costa Neto cumpra a pena em regime fechado, sem direito a recorrer por liberdade. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo também ordenou a emissão dos documentos necessários para a execução da pena.