Concorrente do PT também apresentou ideias para integração tarifária no transporte e saúde mais ágil (Alexsander Ferraz/AT) O candidato do PT ao Governo Estadual, Fernando Haddad, afirmou que pretende fazer um pente-fino nos contratos de concessão, privatização e terceirização do Estado caso seja eleito. Em visita ao Grupo Tribuna e em entrevista à TV Tribuna, nesta quarta-feira (2), ele também defendeu a integração tarifária do transporte metropolitano e apresentou propostas para saúde, segurança e educação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ao abordar problemas da região, Haddad disse que pretende revisar o contrato de privatização da Sabesp e cobrar o cumprimento das obrigações assumidas pela empresa. “A empresa tem que ser penalizada e pagar pelos transtornos que estiver causando”, afirmou. Segundo Haddad, as multas precisam ser suficientemente pesadas para que seja mais vantajoso à companhia fazer investimentos necessários do que descumprir o contrato. No limite, cogitou a possibilidade de reestatização. Haddad disse que pretende utilizar, principalmente, o primeiro meio ano de governo para examinar contratos de privatização, concessão e terceirização e buscar espaço no Orçamento estadual para investimentos. Transporte O petista criticou a qualidade do transporte intermunicipal e defendeu a realização de novas licitações e a reorganização das linhas. Uma ideia dele é a criação gradual de uma integração tarifária nas regiões metropolitanas, com uso de diferentes meios de transporte em um só deslocamento sem ter de pagar integralmente duas ou três tarifas. Haddad reconheceu que o modelo exige recursos públicos e não poderia ser implantado de uma só vez, mas defendeu o início da integração. Túnel Haddad demonstrou confiança na construção do Túnel Santos–Guarujá e avaliou que o empreendimento chegou a um estágio em que dificilmente será interrompido, independentemente do resultado das eleições. Segundo ele, com recursos dos governos Federal e Estadual, participação do Porto e financiamento previstos, a ligação seca finalmente se tornou uma realidade após décadas de discussões. “Isso vai sair.” Saúde Na saúde, Haddad criticou a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross). Defendeu mais integração entre hospitais, serviços de urgência e Samu para permitir o acompanhamento da oferta de leitos em tempo real. Para instituições filantrópicas, propôs uma central conjunta de compras, para aumentar o poder de negociação na aquisição de medicamentos e insumos. Outra medida seria buscar o refinanciamento das dívidas das Santas Casas com juros menores. Segurança Questionado sobre feminicídios, Haddad defendeu maior rigor contra agressores. Para ele, devem ser presos, quando houver fundamento legal, ou monitorados por tornozeleira eletrônica. Também propôs integrar saúde, educação e assistência social para identificar cedo sinais de violência doméstica. Quem é O advogado e professor universitário Fernando Haddad nasceu em São Paulo e tem 63 anos. Foi ministro da Educação, prefeito da Capital e ministro da Fazenda até este ano, quando deixou o cargo para disputar as eleições. Haddad já concorreu à Presidência da República em 2018 e a governador nas últimas eleições, em 2022.