[[legacy_image_236299]] A travessia seca entre Santos e Guarujá, um sonho antigo dos moradores da região, estava no modelo de desestatização proposto na gestão do então presidente Jair Bolsonaro (PL). Com a mudança no Poder, o assunto volta à mesa de discussão. Para o prefeito Válter Suman, é importante que a obra não saia do radar do novo Governo Federal. Para A Tribuna, ele elencou conquistas e planos para este ano e afirma que as questões judiciais que o afastaram do cargo por 45 dias não afetaram o cronograma de obras. Confira trechos da entrevista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Como o senhor avalia o ano de 2022 para Guarujá?Foi um ano muito positivo. Aliamos, o tempo todo, o desenvolvimento econômico, obras de infraestrutura e justiça social: 85% da população depende do SUS; na educação, 35 mil alunos dependem de recursos para uniforme, merenda, kit, transporte público... Em todas as secretarias, foram realizadas obras de suma importância. Provas disso, o combate às enchentes, a macrodrenagem, a pavimentação de quase 350 ruas e avenidas, o nosso parque de iluminação em LED, com quase 40% trocado, especialmente na nossa orla. Construímos pontos turísticos que têm sido cartões-postais, como o Mirante das Galhetas, o da Campina, Praça Horácio Lafer, Píer da Gávea, a fonte interativa na Praça das Bandeiras. E um controle rigoroso das finanças. A Habitação é um tema recorrente em Guarujá. Como está essa questão, especialmente quanto ao Conjunto Parque da Montanha?Produzimos mais unidades habitacionais nestes seis anos de mandato do que nos últimos 19 anos que nos antecederam. Encaramos a retomada do Parque da Montanha, que estava totalmente depredado, invadido. Retomamos e estamos cumprindo metas, bem como o Cantagalo, onde foram entregues mais de 400 moradias. Tem uma parceria com o Governo do Estado, que está propiciando a construção de 580 moradias — 240 no Cantagalo e 340 no Parque da Montanha — para retirada das famílias em condição de vulnerabilidade física e social, especialmente na Margem Esquerda do Porto. Isso vai propiciar a ampliação e a ocupação dessas áreas. Há um número de unidades habitacionais previsto para entrega em 2023?Dia 15 de janeiro, aniversário de nosso padroeiro, Santo Amaro, teremos uma agenda de entrega de várias obras já concluídas ou em fase de conclusão, especialmente moradias. O novo Governo Federal não levará adiante o processo de desestatização (da Autoridade Portuária). Como Guarujá analisa essa decisão, visto que um elemento importante do modelo incluía a construção da ligação seca via túnel?Guarujá e a Margem Esquerda do complexo portuário têm nove terminais, que movimentam entre 35% e 40% da carga do Porto. Temos, ainda, 14 terminais retroportuários. O ministro (de Portos e Aeroportos) Márcio França tem total conhecimento dessa realidade. Precisamos saber de que forma vai se manter essa construção do túnel. É uma resposta que quase 2 milhões de habitantes da região esperam. E quanto ao novo Plano Diretor, fundamental para balizar as políticas de desenvolvimento da Cidade?Acreditamos que o Plano Diretor vai potencializar a retomada da construção civil, que já vem acontecendo, com a valorização do mercado imobiliário. Como está a questão das obra de infraestrutura e macrodrenagem?O combate às enchentes tem sido uma constante. Das 143 obras no nosso radar, 84 delas já foram concluídas e, entre elas, a contenção da encosta do Morro do Macaco, a recuperação de vias do Município e a construção de mirantes. E quanto ao Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá?A expectativa é iniciar os voos, com uma média de 70 passageiros, a partir do segundo semestre de 2023. A reestruturação viária do acesso vai ser fundamental. Há também uma expectativa da retomada do (trabalho com) petróleo e gás no complexo industrial naval no Cing, pela Saipem. Além disso, estamos concluindo o recapeamento da Estrada do Perequê, com mais de 20 quilômetros de pavimentação, com ciclovia. Saúde: como está essa questão na Cidade?A grande preocupação é a demanda, que quase dobra e, em algumas unidades, até triplica. Estamos recorrendo ao Governo do Estado para conseguir recursos para nosso hospital de retaguarda, já vistoriado e aprovado. A contratualização do Hospital Santo Amaro é um debate contínuo. E com relação ao funcionalismo público?A gente acredita que, no segundo semestre, ou antes, lance um concurso para cobrir esses possíveis afastamentos e aposentadorias. E como estão projetos e avanços na Educação?As parceiras têm sido nosso carro-chefe. Quando assumi, em 2017, tínhamos quase 3 mil crianças aguardando fila de creche. Em 2022, tivemos 758. O objetivo em 2023 é zerar o déficit. E Vicente de Carvalho?O acesso ao aeroporto está sendo construído ali. Estamos recuperando o Farol do Itapema, que vai ser um ponto gastronômico e cultural. Vicente de Carvalho vai ser um dos metros quadrados mais valorizados da Baixada Santista. Em 2021, houve questões envolvendo o comando da Cidade, com seu afastamento e sua vice assumindo por um período. Como foi o trabalho para evitar que essa questão jurídica atrapalhasse o andamento da Prefeitura?Posso dizer que em nada comprometeu. Não existe inquérito concluso, não existe processo. Estou preparado para me defender, em quaisquer que forem as instâncias, haja vista o Superior Tribunal de Justiça, por unanimidade, julgar ilegal o período de 45 dias em que fiquei afastado. Tem alguma obra que apontaria como prioritária para o novo ano?Uma das obras fundamentais, alinhada ao Plano Diretor, é o prolongamento da Avenida Dom Pedro I.