[[legacy_image_248626]] As feridas da tragédia de março de 2020, quando 34 pessoas morreram em Guarujá após as fortes chuvas que atingiram a Baixada Santista, ainda permanecem abertas. Durante o temporal do último fim de semana, foi impossível não lembrar deste episódio dramático, ainda tão vivo na memória dos moradores. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Desta vez, mesmo com um volume de chuva registrado no período de 24 horas bem maior do que em 2020 (395 milímetros contra 282 mm, há três anos), vidas não foram perdidas. Ainda assim, mais de 200 pessoas ficaram desabrigadas e foram alojadas pela Prefeitura em uma escola e em um centro esportivo. A razão pela qual Guarujá não está novamente chorando a perda de vidas por causa da chuva está ligada diretamente ao trabalho preventivo realizado pela Defesa Civil do Município. Assim que os técnicos receberam um aviso de risco meteorológico da Defesa Civil do Estado de São Paulo, ainda na quinta-feira da semana passada, um intenso trabalho de vistoria e de orientação nas áreas de risco e mais suscetíveis localizadas na cidade teve início. “Tivemos um aviso de risco meteorológico sobre a possibilidade de chuva de até 150 milímetros em três dias. Nossa equipe técnica verificou, por meio de radar, a movimentação de massas e percebeu que o evento (meteorológico) poderia ser maior. Emitimos diversos alertas e, desde o início, intensificamos essa orientação e colocamos todas as equipes da Defesa Civil para percorrer as áreas de risco já cadastradas, que são mais afetadas. Foi trabalho de boca a boca, de contato com essas comunidades”, explicou o superintendente da Defesa Civil de Guarujá, Atila Gregorio. O assessor técnico da Defesa Civil e geólogo Jozzefer Vincov também participou do trabalho preventivo. “Na sexta-feira e no sábado, a população foi avisada, orientada a como se proteger, o que fazer, como buscar abrigo, foram informados os telefones de emergência...Durante uma ocorrência, muitas vezes a pessoa fica nervosa e não consegue lembrar de coisas básicas. Este é o nosso foco: salvar vidas”.