[[legacy_image_190124]] A possibilidade de uma área de 600 mil metros quadrados da Base Aérea de Santos ser cedida para abrigar um terminal portuário não inviabilizará a operação do futuro Aeroporto Civil Metropolitano, em Guarujá, segundo a Prefeitura e a Força Área Brasileira (FAB). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Portuário, Adalberto Ferreira da Silva, destacou, ontem, que esse novo empreendimento vai ao encontro dos esforços da Administração em estimular a criação de empregos. A preocupação com os rumos do aeródromo veio à tona após a FAB ter assinado, recentemente, um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para desenvolver um projeto piloto a fim de que esse terreno à beira do canal possa abrigar um terminal. O contrato entre as partes tem duração de 36 meses. A instituição financeira começará a selecionar as consultorias, que, com a equipe técnica, vão modelar a estruturação desse terreno e de um outro, de 100 mil metros quadrados, no entroncamento da Avenida Brasil com a Linha Amarela, no Rio de Janeiro. Sem interferênciaO representante da Prefeitura explicou que o fato de a FAB ceder um espaço para atividades portuárias ou retroportuárias não afetará a operação de voos, porque dois terços restantes daquela área já contemplam a pista com as devidas adequações e o espaço para a expansão do aeródromo. “Essa notícia (sobre a instalação de um terminal portuário) nos deixa muito felizes, porque isso pode significar o incremento de atividades econômicas, que irão trazer mais recursos ao Município e oferecer novos postos de trabalho. Não haverá interferência que possa impedir a instalação do aeródromo. São áreas distintas”, justificou Silva. Conforme o titular da pasta, a sua equipe de trabalho fez uma reunião, na última terça-feira, para discutir as obras complementares necessárias para a concepção do túnel Santos-Guarujá e já projetava uma alteração de desenho para contemplar o acesso a essa área que pode receber um terminal. Os estudos para construção e exploração da longamente idealizada ligação seca entre as cidades foram incluídos no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, em abril. Isso representa o primeiro passo para a futura licitação dessa obra, que faz parte do projeto de desestatização do Porto de Santos, prevista para ocorrer em dezembro, segundo a Secretaria Nacional de Portos. A FAB informou que o contrato assinado com o BNDES busca reduzir despesas e racionalizar os gastos do Comando da Aeronáutica. Também citou que o futuro empreendimento não prejudicará ou inviabilizará quaisquer projetos paralelos e futuros. "O acordo não inviabiliza o projeto de um aeroporto civil metropolitano no Guarujá, uma vez que a área objeto do contrato não abrange a Zona de Proteção de Aeródromo existente. Deve considerar-se, ainda, que uma futura pista utilizada para navegação aérea de natureza civil poderá ser operada a partir do aeródromo da Base Aérea de Santos, ou seja, fazendo uso compartilhado", justificou. Sem respostaA Tribuna pediu um posicionamento para a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero, empresa pública federal contratada pela Prefeitura, em 2020, para assumir a gestão e a operação do aeroporto), mas ela não deu retorno até a publicação da reportagem.