Apesar de obras feitas nesta década, Prefeitura mantém monitoramento de locais sob maior perigo (Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo) Os quase 100 milímetros de chuva que atingiram Guarujá, no litoral de São Paulo, no último sábado (7) resultaram em deslizamentos de terra nas regiões da Vila Baiana, do Morro do Engenho e do Morro da Vila Júlia. Treze pessoas ficaram desalojadas na ocasião. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Das 24 áreas integrantes do Plano Municipal de Redução de Risco (PMRR), 17 são consideradas de risco alto, e outras sete, de risco baixo. Todas são monitoradas e recebem vistorias frequentes durante o ano. “Nós temos um plano de, semanalmente, visitar pelo menos dois ou três locais. Em dois meses, nós conseguimos passar por todos eles”, explicou o diretor da Defesa Civil, Luiz Carlos Ribeiro. Na última semana, a sirene de emergência que fica na Barreira do João Guarda foi acionada, e 13 moradores precisaram sair de casa. Após temporais como esse, a equipe fica atenta pelo menos por 72 horas. “Enquanto não se passam três dias sem chover, a gente fica mais atento. Se depois disso não houver nenhuma chuva, a situação já fica mais tranquila”, disse Ribeiro. Nos locais que não dispõem de sistema de alerta, núcleos do próprio morro ficam responsáveis por transmitir as informações à comunidade. Há 2.054 moradias em morros e palafitas na Cidade. Só nos locais de alto risco, são 4.718 pessoas. Apesar de episódios recorrentes de deslizamentos de terra em muitas dessas áreas, o diretor explica que não é necessário remover essas famílias. “O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi contratado e está fazendo o PMRR desde 2016. Concluiu, em 2024, que o plano não exige a retirada. Elas (famílias) podem conviver com o risco, desde que sejam feitas algumas medidas mitigadoras, como canaletas e muros de contenção”, ressaltou. Atenção A atenção é redobrada quando os deslizamentos ocorrem em locais mais críticos e com histórico de ocorrências, como Vila Baiana, Morro do Engenho e Morro do Macaco. Em Guarujá, 34 pessoas morreram em 2020 após desabamentos de encostas de morros. Na época, o Município solicitou ao Governo do Estado R\$ 77 milhões para obras de reestruturação e limpeza dos pontos afetados.