Até o momento, no entanto, não há confirmação sobre a causa da morte da tartaruga encontrada em Guarujá (Divulgação) Uma tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), fêmea com aproximadamente 280 quilos e 1,65 metro de comprimento de carapaça, foi encontrada morta na Praia da Enseada, em Guarujá, neste sábado (10). O Instituto Gremar foi acionado por volta das 11h30, por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), para atender à ocorrência. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o Instituto Gremar, o animal já estava sem vida quando a equipe chegou ao local. Após o resgate, a tartaruga foi encaminhada ao Centro de Reabilitação e Despetrolização da instituição, onde passará por necropsia para investigar a causa da morte. A instituição informou que esta é a primeira ocorrência de tartaruga-de-couro registrada pelo instituto neste ano. Espécie pode ser vítima de acidentes com embarcações e redes de pesca Segundo o biólogo Ricardo Samelo, as tartarugas-de-couro geralmente vivem em regiões distantes da costa, mas podem se aproximar do litoral durante a temporada reprodutiva. Nesse período, os animais ficam mais expostos a riscos associados à atividade humana. Entre as ameaças estão as colisões com embarcações, que podem atingir os animais com o casco ou as hélices dos motores, e o emalhamento em redes de pesca. Como as tartarugas-de-couro respiram por meio dos pulmões, precisam subir à superfície para obter oxigênio. Quando ficam presas em redes e não conseguem emergir, podem morrer por afogamento. Samelo também aponta que, por se tratar de uma espécie protegida por lei, há casos em que pescadores descartam os animais mortos em alto-mar, e as correntes marítimas acabam levando as carcaças até a faixa de areia. Até o momento, no entanto, não há confirmação sobre a causa da morte da tartaruga encontrada em Guarujá. A necropsia deverá contribuir para esclarecer as circunstâncias do óbito. Monitoramento de praias O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos é desenvolvido para atender a uma condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na região, sob condução do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A iniciativa tem como objetivo avaliar possíveis impactos dessas atividades sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos. Para isso, realiza o monitoramento das praias e o atendimento veterinário de animais vivos, além de exames de necropsia nos que são encontrados mortos. O projeto abrange o litoral entre Laguna, em Santa Catarina, e Saquarema, no Rio de Janeiro, dividido em 15 trechos. O Instituto Gremar é responsável pelo monitoramento do Trecho 9, que compreende a área entre São Vicente e Bertioga, sob responsabilidade técnica da Mineral Engenharia e Meio Ambiente. A população pode acionar o serviço de resgate de aves, tartarugas e mamíferos marinhos vivos debilitados ou encontrados mortos pelos telefones 0800 642 3341 e (13) 99711-4120. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis pelo site.