[[legacy_image_269256]] Funcionários de um flat de luxo no centro de Guarujá acusam o síndico e sua esposa de cometer injúria racial. O caso foi denunciado pelo Sindicato dos Empregados em Edifícios e Condomínios (Seeglag) ao Ministério Público do Trabalho. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! São 31 funcionários do edifício Golden Beach que relataram os abusos sofridos e denunciaram o casal. Além dos atos racistas, o casal também pratica pressão psicológica. “Desde que ele entrou, muitos funcionários começaram a ficar doentes e com problemas psicológicos. Uma vez ela (esposa do síndico) me chamou de ‘vagabundinha’”, comentou a auxiliar de serviços gerais do prédio, Edileuza Alves dos Santos, em entrevista para a TV Tribuna. O presidente da Seeglag, Everaldo Alves da Silva, diz que só tomou conhecimento do caso após uma denúncia anônima e que começou a investigar o caso. Ele também relatou que teve dificuldades para ouvir os trabalhadores, já que o síndico não deixava os deixava falarem na ausência dele, o que é proibido. “O trabalhador nunca irá falar alguma coisa que esteja se passando de errado na frente do patrão”, comentou. A auxiliar de lavanderia Nathalia Mota Pereira, também em entrevista para a TV Tribuna, relatou ter sido vítima de racismo enquanto estava ajudando a esposa do síndico com uma tarefa. “Estava ajudando com uma roupa de outra funcionária, ela mandou eu soltar para ver como tinha ficado o serviço e disse que estava mal feito e que foi um serviço de preto”. Nathalia trabalha há quatro anos no prédio e também contou que começou a ter crises de ansiedade e precisou ir ao hospital. O prontuário acusa ansiedade generalizada. Ela também foi encaminhada para um psiquiatra, que pediu afastamento do trabalho. Nathalia registrou um Boletim de Ocorrência contra a esposa do síndico no último dia 4. Já o porteiro Misael Ferreira de Oliveria, que trabalha no prédio há 11 anos, vêm recebendo atendimento psicológico e usa remédio para combater a depressão e ansiedade desde o ano passado. “Ele (síndico) quebra você emocionalmente a ponto de você não conseguir se enxergar como indivíduo. As crises de ansiedade que eu tenho aqui no trabalho já afetaram até minha filha, que me viu nessa situação uma vez”, lamentou. Defesa do síndicoEm nota, o síndico do prédio diz que tomou conhecimentos dos fatos apenas na última sexta-feira (19), quando houve uma movimentação de funcionários na frente do condomínio. Ele ainda comenta que, até esta segunda-feira (22), não havia sido notificado e de que irá atrás das “esferas competentes apresentar a defesa cabível”. Ele também negou todas as acusações.