[[legacy_image_312524]] A última sexta-feira (17) é um exemplo das dificuldades enfrentadas diariamente por quem precisa fazer a travessia de barca de Vicente de Carvalho, em Guarujá, para Santos. Durante a manhã, pedestres reclamaram de terem esperado 1 hora e 30 minutos para passar de um terminal para o outro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Essa demora já tem se mostrado frequente. Para Johnny Marques da Silva, que trabalha como auxiliar de estoque, os atrasos dele no serviço devido à barca têm sido recorrentes. Nesta sexta, ele levou 50 minutos para chegar a Santos. “Sempre chego atrasado. Meu horário (de entrada) é às 9 horas, mas eu chego 9h30 direto. Só que agora piorou de vez. Está difícil, de verdade”, desabafa para a reportagem de A Tribuna. De bicicleta, Johnny pega a barca todos os dias para trabalhar em Santos. Segundo ele, na maior parte do dia, duas delas fazem o trajeto, mas uma fica parada, enquanto a outra “parece um formigueiro”. A secretária Cristina Gomes faz o mesmo percurso e confirma a superlotação. “Dá até receio de ir na barca assim”, conta. [[legacy_image_312525]] Para os dois entrevistados, as dificuldades para pegar a barca não se resumem apenas ao tempo perdido. Isso também envolve as condições que os pedestres precisam enfrentar para fazer a travessia entre Santos e Vicente de Carvalho. [[legacy_image_312526]] “Ficamos de pé o tempo todo”, afirma Cristina. “Não tem onde sentar. Não tem ventilação. Todo mundo fica amontoado. É uma verdadeira bagunça”, explica Johnny. Mas, quando finalmente se consegue fazer a passagem, outro problema se mostra logo aos primeiros passos. Os entrevistados afirmam que a infraestrutura do terminal de Santos está muito comprometida.“Há várias placas de metal, bastante material enferrujado. O chão está todo cheio de buracos. Tudo improvisado e perigoso. O risco de um idoso tropeçar ou prender o pé é muito grande”, relatam a secretária e o auxiliar de estoque, em conjunto. A reportagem de A Tribunaprocurou a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) do Estado de São Paulo para explicar os motivos dos atrasos, da falta de capacidade de atendimento das barcas para a demanda atual e sobre as péssimas condições da infraestrutura do lado de Santos. [[legacy_image_312527]] Em nota, a Semil informou que o tempo de espera na travessia Santos-Vicente de Carvalho girou em torno de 20 a 40 minutos, um prazo, segundo a secretaria, “compatível com a frota em operação”. Alegou ainda que, “no momento, duas embarcações fazem o percurso e duas estão em manutenção corretiva pontual”. Mas não informou quando elas devem retornar às atividades na região. A Semil acrescentou que estão sendo feitas reformas tanto no terminal de Santos quanto no de Vicente de Carvalho. Do lado santista, as obras ainda estão no início, e devem ser investidos R\$ 5,5 milhões. Enquanto em Guarujá, a reforma já superou os 90%, e deve ser finalizada ainda neste ano. Íntegra da nota da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo:"A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) informa que, nesta sexta-feira (17), o tempo de espera na travessia Santos/Vicente de Carvalho girou em torno de 20 a 40 minutos, prazo compatível com a frota em operação. No momento, duas embarcações fazem o percurso e duas estão em manutenção corretiva pontual. Já a reforma do terminal de passageiros da Praça da República, em Santos, orçada em R\$ 5,5 milhões, ainda está no início, com 3,3% de execução. O prazo de entrega é o segundo semestre de 2024. Com a proximidade de conclusão das obras no lado de Vicente de Carvalho (92,14% já executados, previsão de conclusão até o fim do ano), a expectativa é a de aceleração. No total, estão sendo investidos R\$ 13,4 milhões nas melhorias."