Protesto de trabalhadores dos ônibus de Guarujá começou na terça (Vanessa Rodrigues/AT) Sem acordo na audiência de conciliação de ontem no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2), os funcionários da City Transporte Urbano Intermodal Ltda. decidiram manter, por tempo indeterminado, a greve no transporte coletivo municipal em Guarujá, iniciada na terça-feira. A definição ocorreu em assembleia na noite desta quarta-feira (29). O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região, José Alberto Torres Simões, o Betinho, relatou que, no TRT-2, “nenhuma das duas (City e Prefeitura) disse que tem condição de arcar” com a metade que falta do adiantamento de 40% do salário dos funcionários — o motivo da paralisação. O Ministério Público do Trabalho (MPT) deve se manifestar hoje sobre a greve, conforme o sindicalista. Betinho acrescentou ter pedido à Justiça do Trabalho que se assegure estabilidade no emprego aos grevistas e que a City seja multada por não ter feito o pagamento em dia, conforme cláusula do acordo coletivo da categoria. MEMÓRIA A paralisação começou à zero hora de terça. Em liminar, o TRT-2 fixou que a frota rode com 80% da capacidade nos horários de pico, das 7 às 10 horas e das 17 às 19 horas, e 60% no restante do dia. Do contrário, haveria multa diária de R\$ 20 mil. O primeiro dia de greve foi marcado por preocupação e estresse entre passageiros do transporte coletivo municipal de Guarujá. Um dia antes, a Prefeitura havia apelado à Justiça Comum e à Trabalhista, argumentando que estava em vigor uma decisão, chamada tutela cautelar, proferida no dia 20 pelo juiz da Vara da Fazenda Pública de Guarujá. A sentença obrigava a City a manter o serviço sem interrupção, sob pena de multa diária de R\$ 500 mil. A empresa informou, na segunda, que buscou garantir os pagamentos, mas faz quase um ano que não recebe subsídio por isenções tarifárias.