Animal caiu do morro próximo a uma área de piscina da academia (Reprodução/ Redes sociais) Um gambá-de-orelhas-pretas (Didelphis aurita), popularmente conhecido como saruê, foi resgatado dentro de uma academia, na Vila Maia, em Guarujá, na segunda-feira (24). (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental da cidade, o animal teria vindo do morro e caído em uma área próxima de uma piscina, dentro da academia. Os funcionários do estabelecimento acionaram os agentes da corporação, por meio do telefone 153. No local, a GCM constatou que se tratava de um saruê jovem macho e que, apesar da queda, ele estava saudável. O animal foi resgatado e solto em um local de mata no Morro da Asa Delta. -Veja o vídeo (1.424746) Aliados O veterinário do Orquidário Municipal de Santos, José Heitzmann Fontenelle, explicou mais sobre o comportamento dos saruês para A Tribuna. Também conhecidos como gambás-de-orelhas-pretas, eles são animais sinantrópicos, ou seja, que vivem próximo a ocupações humanas como morros, terrenos baldios e imóveis abandonados. Além disso, os saruês são uma espécie da fauna silvestre brasileira e não estão acostumados a interagir com humanos Por isso, deve-se ter muito cuidado quando se encontra um deles. Não se deve tentar contê-lo, capturá-lo ou tratá-lo, para evitar possíveis acidentes. Ainda segundo Heitzmann, em Santos há uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) Ambiental especializada na captura e remoção desses gambás nas áreas urbanas. Quem encontrar um desses animais pode acionar o grupo pelo telefone 153. O veterinário também destacou que, caso haja ataques por parte dos gambás, é preciso procurar orientação médica o mais rápido possível. “Muitos gambás são mortos ou feridos por ataques de cães. Mas eles também podem transmitir doenças para os animais domésticos, caso estejam contaminados com ectoparasitas, protozoários ou endoparasitas”. Heitzmann ainda disse que os gambás (ou saruês) ajudam no controle biológico de jararacas, serpentes peçonhentas - muito comuns nos morros de Santos e em cidades da Baixada Santista. “As jararacas são predadas e consumidas pelos saruês, que são resistentes ao potente veneno que por ventura seja inoculado neles durante a caçada”.