A moradora afirma que já levou o problema até os representantes locais, mas até o momento, não obteve respostas (Arquivo pessoal) Lixo, mato alto, falta de segurança e atentado ao pudor são preocupações de uma moradora que reside no bairro Jardim Progresso, em Guarujá, litoral de São Paulo. Bianca Fonseca Santos, de 45 anos, denuncia o abandono da Rua Joséfa Hermínia Caldas e se preocupa com os perigos que rondam a região, especialmente quando se trata da segurança das crianças que frequentam a Escola Municipal Lúcia Flora. Em um relato feito para A Tribuna, ela destaca o risco que o local oferece para os pequenos alunos e pede uma solução das autoridades locais. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com Bianca, há uma área com bastante mato alto ao lado da escola, que está se tornando um ponto de encontro para pessoas em situação de rua. Segundo ela, além de acumular lixo, o matagal tem sido utilizado por crianças para escapar da vigilância da diretora, pulando o muro da escola para entrar ou sair de forma irregular. O maior medo de Bianca é que, em meio a essa situação, "uma criança possa ser atraída para o mato por uma dessas pessoas ou, pior, ser vítima de um possível ataque". Ela ressalta o medo de ocorrer algo com os estudantes. "São crianças bem pequenininhas. Há crianças de 7, 8 anos, que vão sozinhas para a escola”, diz Bianca, que também é mãe de um aluno de 7 anos da escola. Segundo a mãe, a área também é frequentada por adolescentes e usuários de drogas. Bianca conta que a presença do mato alto e de uma árvore grande na região facilita o acesso ao telhado de uma das construções, propiciando situações de insegurança. A mãe de aluno afirma ainda que a escola já foi assaltada diversas vezes devido a essa vulnerabilidade. A moradora também sente medo, pois já presenciou até mesmo cenas em que pessoas em situação de rua da área estavam se masturbando em público na frente das crianças. A moradora afirma ainda que já levou o problema até os representantes locais, mas, até o momento, não obteve respostas. “Eu já mandei várias vezes mensagens, falei com a Prefeitura, mas até agora ninguém tomou providência”, desabafa. Bianca também aponta a existência de um muro que está prestes a cair, o que poderia resultar em um acidente ainda mais grave, com crianças caindo em um rio. Resposta A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Guarujá, que, por meio de nota, informou que a Rua Josefa Hermínia Caldas conta com coleta de lixo porta a porta em dias alternados, serviço de roçada regular, além de limpeza mecanizada uma vez por semana, que foi realizada em 15 de março (sábado). Entretanto, segundo a Administração Municipal, o local sofre com o recorrente descarte irregular de materiais, o que está sujeito a multa, conforme a legislação da cidade. Por esse motivo, a Prefeitura faz um apelo para que a população colabore, acionando o serviço Cata Coisa, que atende gratuitamente a localidade todas as terças-feiras, mediante agendamento, que pode ser feito pelo telefone (13) 3344-3312 ou pelo Whatsapp (13) 99620-0855. Em relação aos casos de furtos e roubos, a Administração Municipal informou que são realizadas rondas diárias na rua, pela Guarda Civil Municipal (GCM), em complemento ao trabalho já realizado pela Polícia Militar (PM). A Prefeitura destacou ainda que as rondas feitas pela GCM serão intensificadas. Por fim, informou que não existem registros recentes de chamados feitos pelo telefone 153.