[[legacy_image_309839]] A Prefeitura de Guarujá, no litoral de SP, abriu inscrições para o Programa Mar Sem Lixo, que pagará de R\$ 16,00 a R\$ 653,00 aos pescadores artesanais que entregarem resíduos recolhidos nas redes de arrasto. O recurso inédito é a segunda fase de uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Fundação Florestal, onde um grupo de seis cidades é beneficiado. As inscrições seguem até a próxima quinta-feira (15). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os interessados podem efetuar o cadastro, das 9h às 16 horas, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) , na Avenida Santos Dumont, 640 – Santo Antônio, além da Colônia de Pesca de Guarujá, localizada na orla da Praia do Perequê. No próximo dia 24, esse segundo local se transforma oficialmente um Ponto de Recebimento de Resíduos Retirados do Mar (PRRM). Quem pode?Para se tornar um Provedor de Serviços Ambientais (PSA) é preciso morar em Guarujá e atender a alguns critérios, como ser pescador de arrasto de camarão (simples ou duplo) e de embarcações com Arqueação Bruta (AB) igual ou menor que 20. No ato da solicitação, será necessário apresentar cópias do documento oficial com foto e CPF; do Sistema de Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ou do protocolo inicial e, por fim, uma declaração que comprove as atividades de produção do profissional. Crédito em cartão alimentação Na prática, a partir da entrega de um quilo de resíduos no PRRM de Guarujá, os pescadores artesanais já ganham dinheiro. O valor inicial da tabela é R\$ 16,00 e pode chegar a R\$ 653,00, revertidos em créditos mensais no cartão alimentação. A recompensa corresponderá ao volume de materiais contabilizado após limpeza bruta, conforme a lista de referência. Durante os períodos de defeso do camarão, em que fica proibido o arrasto da espécie, não haverá pagamento do benefício, exceto por indicação da Fundação Florestal. Nossos MaresOs pescadores guarujaenses já entregam, voluntariamente, diversos resíduos coletados no Projeto Nossos Mares, desenvolvido em parceria entre a Prefeitura e a entidade S.O.S Rio do Peixe. Mais de 7 toneladas encontradas nas zonas costeiras de três cidades chegam a ser contabilizadas em 12 meses. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Ricardo Sousa, a nova política pública certamente fortalecerá a causa. “O nosso compromisso é incentivar práticas sustentáveis e reconhecer o trabalho árduo dos pescadores. Vamos concentrar mais esforços, além de caminhar, a passos largos, para o esperado Programa Municipal de Combate ao Lixo no Mar”, destacou.