[[legacy_image_272580]] Uma professora de Guarujá foi surpreendida ao sair de casa, na última quinta-feira (1º), para sua última sessão de quimioterapia. Ela se deparou com uma carreata para acompanhá-la até o ambulatório de Santos onde recebe tratamento. Bianca dos Santos Claro, de 32 anos, foi diagnosticada com câncer de mama em julho do ano passado. Agora, na reta final dos cuidados, foi homenageada por amigos e familiares. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Bianca, que leciona Matemática, estava na garagem com o marido quando viu oito carros enfeitados com bexigas rosas e ouviu um buzinaço. “Senti uma onda de amor muito forte. Percebi o quanto sou amada por todas essas pessoas.” O trajeto, de mais de uma hora, incluiu a travessia de balsa para Santos. “Recebi carinho de tanta gente, até mesmo de pessoas desconhecidas que passavam pelas ruas e gritavam para me desejar amor e pensamentos positivos. Quando cheguei ao ambulatório, também fui recebida com cartazes e bexigas de todos os profissionais que me acompanharam. Foi tudo incrível”, lembra, emocionada. Bianca contou que a homenagem do grupo não foi a primeira. Confessou, até, esperar algo quando saiu para a última sessão de quimioterapia. “Só não imaginei que seria algo tão grande e emocionante.” Antes da primeira sessão, ela diz ter sido surpreendida por 18 mulheres que apareceram na porta de sua casa com a tatuagem de um coração e um laço, uma imagem que simboliza a luta contra o câncer de mama. Para ela, um sinal de certeza e esperança. “Elas estavam me enviando cura.” DiagnósticoPor se tratar de um câncer agressivo, Bianca Claro recebeu, como indicação médica, 16 sessões de quimioterapia antes da cirurgia. A operação está prevista para a segunda semana de julho. Há um precedente na família: 20 anos atrás, sua mãe morreu por causa da doença. Mas Bianca declara que não se deixou abalar. Após identificar um nódulo em um autoexame, procurou um médico. “Claro que tive medo (...). Mas eu acreditei na ciência e tinha certeza de que minha história seria diferente da de minha mãe. Então, o medo se tornou uma injeção de luta e garra”, relata. O diagnóstico da cura de Bianca dependerá do resultado da biópsia a ser feita na cirurgia, mas ela afirma já se sentir restabelecida. “Passei por esse período de uma forma muito mais leve do que imaginei. Busquei seguir minha rotina, viver um dia de cada vez e acolher todos os sentimentos, fossem eles bons ou ruins. O importante foi não permitir que os sentimentos negativos fizessem morada em mim.” Bianca afirma que passou a viver menos ansiosa e de forma mais maleável consigo mesma. “Entendi que muita coisa foge do nosso controle, mas isso faz parte. Com toda certeza, não sou a mesma Bianca que iniciou o tratamento e tenho certeza de que não serei a mesma de hoje quando tudo isso acabar.”