[[legacy_image_112735]] A Comissão Processante da Câmara de Guarujá que analisa o pedido de impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB) se reúne nesta quinta-feira (14), às 11 horas, para fazer a leitura da defesa prévia do prefeito e decidir se dá ou não prosseguimento ao processo. Suman entregou a defesa por escrito às 16h33 desta quarta-feira (13), último dia do prazo dado pelo Legislativo. A Reportagem solicitou acesso ao documento à assessoria da Câmara e ao advogado do prefeito, mas o pedido não foi atendido. A Prefeitura afirma que o assunto diz respeito à defesa particular de Suman. A Comissão Processante é presidida pelo vereador Fernando Martins dos Santos (MDB), o Peitola, e tem como relator o parlamentar Juninho Eroso (PP). A vereadora Sirana Bosonkian (PTB) também integra o grupo. Caso os vereadores decidam por dar prosseguimento ao processo, será aberto um calendário para que as partes sejam convocadas a depor. Serão ouvidos acusado e acusador, além de testemunhas. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias. Se decidir arquivar o procedimento contra o prefeito após leitura da defesa, a comissão tem cinco dias para fazer um relatório com a justificativa, que depois precisa seguir para a votação e aprovação no plenário da Câmara. HistóricoA abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman. Dois pedidos de cassação do prefeito, feitos por um grupo de advogados e pelo partido Podemos, foram rejeitados pelos vereadores. As solicitações tem como base denúncias contra o prefeito, investigado por supostamente comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Suman chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e solto três dias depois por decisão da Justiça. Ele retornou ao cargo em 20 de setembro. A prisão do prefeito aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Nácar, da PF. As ações aconteceram na casa do prefeito e do secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, que também foi preso na ocasião. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grandes quantias em dinheiro. O prefeito negou os fatos quando foi solto, disse que seguia “mais forte e determinado" para provar sua inocência. Ressaltou que sua prisão foi uma “atrocidade” e que o dinheiro encontrado pela polícia tem origem lícita.