[[legacy_image_119632]] A Comissão Processante da Câmara dos Vereadores de Guarujá deu início, na manhã desta quarta-feira (3), aos depoimentos no processo que pode resultar no impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB). O primeiro ouvido pelo Legislativo é o autor do processo, o presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) da Cidade, José Manoel Ferreira Gonçalves. Ele defende a saída do chefe do Executivo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A solicitação tem como base denúncias contra Suman, investigado por supostamente comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e solto três dias depois, por decisão da Justiça, retornando ao cargo em 20 de setembro. Segundo José Manoel, a expectativa para hoje é da confirmação da quebra de decoro do prefeito. "Os fatos estão aí e são gravíssimos, tanto que levaram a uma prisão em flagrante. O prefeito até agora não se explicou e deixa no ar muitas dúvidas. A imagem dele se desgastou para a função pública e isso não é uma crítica pessoal, mas a ele enquanto homem público. Não se tem mais condições de gerir a cidade. Ele precisa ser urgentemente colocado para fora", resume ele. O presidente do PDT em Guarujá defende que o Município viveu um trauma enorme e a esperança é de que os vereadores se manifestem a respeito disso. "O prefeito é acusado de ser chefe de uma organização criminosa e temos componentes terríveis que demonstram isso. Estou aqui por acreditar no Ministério Público, na Polícia Federal e na Justiça ". CalendárioA Comissão Processante já tem definido o calendário de depoimentos que farão parte do processo. Além de Gonçalves, outras cinco pessoas foram convocadas, mas a assessoria de imprensa da Câmara não informou os nomes nem as datas. No último dia 18, a comissão decidiu dar prosseguimento ao processo contra Válter Suman. Após analisar a defesa prévia do prefeito, entregue por escrito no dia 13 de outubro, os vereadores declararam não ter encontrado elementos suficientes para arquivar o pedido de cassação. O grupo, composto pelos vereadores Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB), Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso (PP), e Sirana Bosonkian (PTB), vai ouvir acusador, acusado e testemunhas. Os legisladores também podem pedir diligências. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias desde a abertura do processo, ou seja, termina em 29 de dezembro. A abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman. PrisãoA prisão do prefeito aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Nácar, da PF. As ações aconteceram na casa do prefeito e do então secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, que também foi preso na ocasião. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grandes quantias em dinheiro.