Esculturas retratam temas marítimos, de povos ligados ao mar e Baixada Santista (Divulgação) É um museu. Mas para visitá-lo, é necessário roupa de neoprene (especial para ambientes aquáticos), nadadeiras e cilindro de oxigênio. A nova atração turística de Guarujá, no litoral de São Paulo, traz uma opção diferente de passeio na praia, com obras de arte a 8,5 metros de profundidade no oceano. O Centro de Visitação Subaquático está na Praia do Guaiúba, sendo o primeiro museu do gênero na América Latina . As visitações já ocorrem, mas a inauguração oficial será realizada nesta sexta-feira (19). A expectativa é que o local receba milhares de visitantes até o final deste ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Apesar de gratuita, é recomendado que a experiência seja realizada com operadores de mergulho credenciados e especializados na região, pois é necessário estar com o equipamento apropriado. O objetivo é incentivar o turismo náutico, mas o espaço também será de educação e sensibilização sobre a natureza, permitindo a observação direta da vida marinha. O acervo reúne 15 esculturas, com até 2,45 metros de altura, do artista plástico Adélio Sarro (Divulgação) O projeto é do Governo de São Paulo, sob a tutela da Secretaria de Turismo e Viagens, em parceria com a Prefeitura de Guarujá. Em março, as esculturas foram submersas no local, que fica próximo à Ilha do Mato, depois que o estudo de viabilidade técnica mostrou que o ponto escolhido possuía visibilidade na maior parte do ano. A nova atração da Cidade não tem horário nem dia para a visitação (Divulgação) Sem limite O museu não possui um limite físico de visitantes simultâneos. “O fluxo de visitação ocorre de forma natural, respeitando as condições climáticas e de segurança marítima. Não há necessidade obrigatória de formação de grupos para visitação”, explica a Prefeitura, em nota. O Museu Subaquático também não possui horário de funcionamento definido. “Estamos falando de um equipamento inovador, que une arte, cultura, preservação ambiental e turismo de experiência em um único espaço. Além de ampliar nossa oferta turística, o projeto fortalece o segmento de mergulho, atrai visitantes durante todo o ano e ajuda a consolidar Guarujá como referência nacional em turismo sustentável e de natureza”, destaca o diretor de Turismo de Guarujá, Sérgio Zagarino Júnior. No acervo, há 15 esculturas, que pesam mais de 3 toneladas e chegam a 2,45 metros de altura. Entre as obras, estão representações de figuras culturais e históricas, como o pintor Cândido Portinari, o inventor Santos Dumont, e até o engenheiro Fernando Lee, responsável por transformar a Ilha dos Arvoredos, em Guarujá, em um laboratório a céu aberto. Mas as criações também representam figuras ligadas à identidade cultural e marítima da região, como indígenas, piratas, surfistas, pescadores, marinheiros, sereias e estivadores. Adélio Sarro, de 75 anos (Divulgação) O artista Adélio Sarro, de 75 anos, levou cerca de um mês para produzir as esculturas do Museu Subaquático junto com sua equipe. Natural de Andradina, já produziu mais de 2,2 mil esculturas e 300 monumentos em seus mais de 54 anos de profissão. Suas obras já ganharam repercussão internacional e hoje é um dos artistas plásticos mais importantes do País.