[[legacy_image_119190]] “Queremos confirmar os gravíssimos fatos que levaram o prefeito à cadeia e que ele seja afastado imediatamente”. A afirmação é do presidente do diretório municipal do Partido Democrático Trabalhista (PDT) em Guarujá, José Manoel Ferreira Gonçalves, que presta depoimento na Câmara a partir das 9 horas desta quarta-feira (3). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Autor do pedido de impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB), ele será o primeiro a ser ouvido no processo aberto pelo Legislativo após denúncia contra Suman. “São fatos maiores que quaisquer eventuais versões. Fatos objetivos e inegáveis. A política precisa voltar a ter o sentido que ela merece, sair das páginas policiais”, afirma Gonçalves. Entre os fundamentos citados pelo presidente do PDT para o afastamento do prefeito estão “proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo” e “praticar, contra expressa disposição de lei, ato de sua competência ou omitir-se na sua prática”. “Mesmo se o caso fosse de inexistência de provas suficientes dos crimes, que não é a situação efetiva, existe uma ação policial incisiva que decorreu das fortes suspeitas. As elevadas suspeitas que motivam a ação policial podem configurar, sim, a quebra de decoro”, frisa Gonçalves. CalendárioA Comissão Processante da Câmara de Guarujá que analisa o impeachment do prefeito definiu o calendário de depoimentos que farão parte do processo. Além de Gonçalves, outras cinco pessoas foram convocadas, mas a assessoria de imprensa da Câmara não informou os nomes e as datas. No último dia 18, a Comissão Processante decidiu dar prosseguimento ao processo contra Suman. Após analisar a defesa prévia do prefeito, entregue por escrito no dia 13 de outubro, a Comissão afirmou não ter encontrado elementos suficientes para arquivar o pedido de cassação. O grupo, composto pelos vereadores Fernando Martins dos Santos (MDB), o Peitola, Juninho Eroso (PP) e Sirana Bosonkian (PTB), vai ouvir acusador e acusado, além de testemunhas. Os parlamentares também podem pedir diligências. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias desde a abertura do processo, ou seja, termina em 29 de dezembro. A abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman. As solicitações tem como base denúncias contra o prefeito, investigado por supostamente comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Suman chegou a ser preso pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e solto três dias depois por decisão da Justiça. Ele retornou ao cargo em 20 de setembro. A prisão do prefeito aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Nácar, da PF. As ações aconteceram na casa do prefeito e do secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, que também foi preso na ocasião. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grandes quantias em dinheiro. A Reportagem pediu posicionamento do prefeito, por meio do seu advogado, e da Prefeitura, mas não houve respostas.